O presidente Luiz Inácio Lula da Silva meteu ontem os pés pelos pés — uma constante no petismo — em seu encontro com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. A dirigente alemã lembrou que está tentando negociar a questão nuclear com o Irã há quatro anos, sem sucesso, e que a paciência está se esgotando. Refletia o que já começa a ser um consenso na União Européia — e até fora de lá: Rússia e China votaram a favor da censura ao Irã na AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica). O Brasil se absteve. Na sua vez de falar, num tom inicialmente calmo, começou:
- O melhor é acreditarmos nas negociações e termos muita paciência. E eu espero que aconteça o melhor, sabe? Que não tenha arma nuclear no Irã, que não tenha arma nuclear em nenhum país do mundo…
[neste ponto, aquela voz maviosa e bela, com o ciciado característico que Merkel deve ter achado que pertence ao português falado no Brasil, começou a se alterar; Lula elevou o tom; a chanceler tirou os olhos dele e os fixou no vazio. O potentado brasileiro continuou, aí apontado os dois indicadores para Merkel, coisa certamente inédita em encontros como o de ontem]
- … e que os Estados Unidos desativem as suas [bombas], que a Rússia desative as suas, porque a autoridade moral para a gente pedir para os outros não terem é a gente também não ter.
Sejamos gratos a Lula. Essa mistura da sua ignorância arrogante — é inteligente, mas notavelmente avesso aos livros — com a delinqüência prepotente do Itamaraty já começa a fazer fortuna crítica do mundo. EUA e Europa — menos Sarkozy, que é camelô de avião e marido de celebridade — começam a perceber a vigarice intelectual que tomou conta da nossa diplomacia. Lula padece daquele mesmo antiamericanismo cretino do sindicalista de 1979. No que respeita à política internacional, a fala de ontem é certamente a pior em sete anos. Vai ser difícil superar a si mesmo — embora eu não apostasse meu mindinho na sua incapacidade de bater seu próprio recorde de bobagem.
O pior de uma fala como a de ontem é que Lula dá a uma penca de boçais, aqui no Brasil, a certeza de que eles entendem como funciona o mundo. Não há um só dia em que a petralhada não venha ao blog para fazer aquela costumeira pergunta de quatro patas, casco, orelhas grandes e dorso de pelo reluzente: “Se os EUA têm a bomba, por que o Irã não pode ter a sua?”. A fala de Lula confere a esses jumentos a agradável sensação de que a questão é boa, pertinente, procedente. Um desses zurrou há pouco nos comentários: “Quantas vidas os americanos já tiraram mundo afora?” A pergunta é outra, Mimoso! “Quantas vidas os EUA já salvaram desde que seus corpos apodreceram na Normandia?”
A reação de Merkel chega a ser engraçada. Num primeiro momento, deve ter duvidado da eficiência da tradução simultânea. O que lhe terá passado pela cabeça (em alemão!)? “Quem é esse? De que diabos ele está falando?” Sim, sejamos gratos a Lula por dizer essa barbaridade na Alemanha; sejamos gratos a Lula por todas as bobagens que seu governo tem feito em Honduras. Ajudam o mundo — num primeiro momento, os governos — a entender qual é o norte da política externa brasileira e qual é o tamanho do tal “cara”, do “político mais popular do planeta”.
Lula quer um mundo sem bombas atômicas? E por que não, também, sem bombas convencionais, sem canhões, tanques e aviões — aqueles que ele decidiu comprar da França sem esperar nem mesmo um parecer técnico? A morte em massa por outros meios ou por outro tipo de bomba seria mais moral? Mas essa questão de princípio, claro, não responde à estupidez política de sua fala.
Deveríamos agradecer todos os dias a Deus o fato de que Julius Robert Oppenheimer estivesse do lado de cá — ou, ao menos, tão do lado de cá quanto lhe era possível. Se os EUA não tivessem chegado antes à bomba, é provável que os nazistas o tivessem feito — ou, quem sabe?, Stálin, e é difícil imaginar o que seria pior. Bombas matam? São coisas feias? Não há dúvida. Mas só um rematado idiota não sabe que também podem garantir a paz — como garantiram, vejam que curioso, a paz possível durante a Guerra Fria.
Tenho minhas dúvidas se Lula tem uma noção, vaga que seja, da importância dos EUA no mundo e do papel que exerce o país no combate ao terrorismo e aos estados que financiam o terror. QUEM PROPÕE A UMA DEMOCRACIA, AINDA QUE RETORICAMENTE, QUE SE LIVRE DE SUA PRINCIPAL ARMA DISSUASÓRIA ESTÁ FAZENDO PROFISSÃO DE FÉ NO TOTALITARISMO. E É FÁCIL EXPLICAR POR QUÊ: OS TOTALITÁRIOS NÃO TÊM COMPROMISSO COM RESERVAS MORAIS. SUA ÚNICA MORAL É PRESERVAR O PRÓPRIO PODER.
Assim, se Lula estivesse falando a sério, o postulado já seria uma monumental cretinice. OCORRE QUE ELE NÃO ESTÁ. Ora, qualquer pessoa capaz de lidar com lógica elementar entendeu onde dá a sua equação: se a condição para o Irã não ter a bomba é que EUA e Rússia destruam os seus respectivos arsenais, então o Irã terá a bomba. E isso recoloca o Brasil nesse debate, evidenciando a hipocrisia que tem marcado o discurso de Lula até aqui.
A fala registrada no vídeo acima nada tem a ver com a defesa do “programa nuclear pacífico”. Desta feita, Lula defendeu a bomba mesmo. Acredita ser uma questão de “igualdade”. No seu cérebro político de pudim, ter ou não ter a bomba atômica é uma questão de igualdade, sei lá como dizer, ontológica talvez… Devemos ser gratos a Lula, sim, porque ele demonstrou que essa história do “programa nuclear pacífico” do Irã é, então, uma farsa.
Países não ocupam este ou aquele lugar do mundo porque usurpem necessariamente direitos. São construções históricas que vão se fazendo na relação com outros países. O “direito” — que, na verdade, é uma “condição alcançada” — de os EUA terem a bomba ou de liderarem até aqui o bloco das democracias ocidentais custou-lhe e lhe tem custado, também, enormes sacrifícios. No momento, a batalha mais importante é travada contra o terrorismo. E para o bem dos países livres, não para o mal.
É claro que há nisso uma questão de escolha. Eu, vocês e muita gente escolhemos a democracia, não é? E Lula? Qual é a sua escolha? Por enquanto, mundo afora, seu governo tem optado pelas ditaduras. Quem defende, na prática, como Lula defendeu ontem, que o Irã tem o “direito” de ter a bomba atômica está escolhendo dar a uma tirania a possibilidade objetiva de ameaçar seus adversários com a “solução final”. E não é assim porque eu quero. É assim porque o Irã faz isso hoje em dia mesmo sem ter essa arma. Seu discurso não é o da dissuasão, mas o da agressão. Mais do que isso: efetivamente, o país está envolvido com o financiamento do terrorismo em pelo menos três países. Seus facínoras já praticaram um grande atentado aqui ao lado, na Argentina, matando 85 pessoas. Nem Ahmadinjead defendeu o seu “direito” de ter a bomba. Lula fez isso por ele!
Desde que este blog existe — 24 de junho de 2006 —, faço o ataque sistemático à política externa brasileira. Quem me acompanha desde Primeira Leitura sabe que considero Celso Amorim o mais deletério dos ministros de Lula. Ele é na diplomacia o que é o Ministério do Desenvolvimento Agrário no campo; este é o verdadeiro patrono do Movimento dos Sem Terra; Amorim é o patrono do MSN, o Movimento dos Sem-Noção. Imaginava que um dia pudéssemos chegar aqui. E chegamos.
Mas, reitero, estou feliz. Lula mostrou-se ontem em sua inteireza. Que a sua fala sirva como resposta, também, àqueles que me criticaram porque eu havia recuperado aquela entrevista que ele deu à Playboy em 1979, aquela em que faz a sua lista de homens admiráveis: Gandhi, Hitler, Che Guevara, Mao Tse-Tung, Khomeini… PARECE QUE EU ESTAVA ADIVINHANDO, NÃO É MESMO? Mas não era adivinhação, e sim leitura da realidade.
Leio o Lula de 1979 e vejo o Lula de agora. Adapto para ele a frase de Talleyrand sobre os Bourbons: “Ele não aprendeu nada nem esqueceu nada”.
O “filho do Brasil” quer ser agora o pai da bomba. Um dia isso passa!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
To: The Lord G-d Almighty a.k.a. Ha'shem, Shadai, Elohim, etc.
From: The Jews: a.k.a. The Chosen People
Subject: Termination of Contract/Special Status (Chosen People)
As you are aware, the contract made between you and Abraham is up for renewal, and this memorandum is to advise you that after, yea, those many millennia of consideration, we, the Jews (The Chosen People) have decided that we really do not wish to renew.
We should point out immediately that there is nothing in writing, and, contrary to popular beliefs, we (The Jews) have not really benefited too much from this arrangement. If you go back to the early years of our arrangement, it definitely started off on the wrong footing. Not only was Israel and Judea invaded almost every year, but we also went to enormous expense to erect not one but two Temples, and they were both destroyed.
All we have left is a pile of old stones called the Western Wall (of
course you know all this, but we feel it's a good thing to account for all the reasons we wish to terminate the contract). After the Hittites, Assyrians, Goliaths, etc, not only were we beaten up almost daily, but then we were sold off as slaves to Egypt of all countries, and really lost a few hundred years of development.
Now we realize that you went to a great deal of trouble to send Moses to lead us out of Egypt, and those poor Egyptian buggers were smitten (smote?) with all those plagues. But, reflecting on those years, we are at a loss to understand why it took almost forty years to make a trip that El Al now does in 75 minutes. Also, while not appearing to be ungrateful, for years a lot of people have asked why Moses led us left instead of right at Sinai? If we had gone right, we would have had the oil!
OK, so the oil was not part of the deal, but then the Romans came and we really were up to our necks in dreck. While it's true that the Romans did give us water fit to drink, aqueducts, and baths, it was very disconcerting to walk down one of the vias, look up, and see one of your friends or family nailed to a three-by-four looking for all the world like a sign post. Even one of our princes, Judah Ben Hur got caught up with Roman stuff and drove like a crazy man around the Coliseum. It's a funny thing but many people swore that Ben Hur had an uncanny resemblance to Moses...go figure.
Then, of all things, one of our rabbis (teachers) declared himself "Son of You" (there was nothing said about this with Abe) and before we knew what was what, a whole new religion sprang up. To add insult to injury, we were dispersed all over the world two or three times while this new religion really caught on! We were truly sorry to hear that the Romans executed him like so many others, but, ...alas, (and this will make you laugh,) once again WE were blamed. Now here's something we really don't understand. That our rabbi really came into his own. Millions of people revered and worshipped his name and scriptures. ..... and still killed us by the millions.
They claimed we drank the blood of new born infants, and controlled the world banks (Oy! if only that were so.) We could have bought them all off, and operated the worlds' media and so on and so on. Are we beginning to make our point here?
OK so let's fast-forward a few hundred years to the Crusades. Hoo boy! Again we were caught in the middle! They, the Lords and Knights, came from all over Europe to smack the Arabs and open up the holy places, but before we knew what hit us, they were killing us right, left, and center along with everyone else. Every time a king or a pope was down in the opinion polls, they called a crusade or holy war, and went on a killing rampage in our land.
Today it's called Jihad. OK, so you tested us a little there, but then some bright cleric in Spain came up with the Inquisition. We all thought it was a new game show, but once again we and, we must admit, quite a few others were used as firewood for a whole new street lighting arrangement in major Spanish cities.
All right, so that ended after about a hundred years or so... in the scheme of things not a long time. But every time we settled down in one country or another, they kicked us out! So we wandered around a few hundred years or so, but it never changed. Finally we settled in a few countries but they insisted we all live in ghettoes...no Westchester's of Moscow for us. There we are in the ghettoes, when what do you know?
The Russians come up with the Pogroms. We all thought they made a spelling mistake and misspelled programs, but we were dead wrong (no pun intended). Apparently, when there was nothing else for them to do, killing the Jews (a.k.a. The Chosen People, are you getting our drift?) was the in thing.
Now comes some really tough noogies. We were doing quite well, thank you, in a small European country called Germany, when some house painter wrote a book, said a few things that caught on and became their leader....whoo boy what a bad day that was for us...you know... your Chosen People.
We don't really know where you were in the earth years 1940 to 1945. We know everyone needs a break now and then.....even Lord G-d Almighty needs some time off. But really...when we needed you most, you were never around.
You are probably aware of this, but if you have forgotten, over six million of your Chosen People, along with quite a few unchosen others were murdered. They even made lampshades out of our skins. Look, we don't want to dwell on the past, but it gets worse!
Here we are, it's 1948, and millions of us are displaced yet again, when you really pull a fast one. We finally get our own land back! Yes!!! After all these years, you arrange for us to go back... then all the Arab countries immediately declare war on us. We have to tell you that sometimes your sense of humor really eludes us. Ok, so we win all the wars, but it's now 2006 and nothing's changed. We keep getting blown up, hijacked, and kidnapped. We have no peace whatsoever. Enough is enough.
So, we hope that you understand that nothing's forever (except you of course) and we respectfully would like to pull out of our verbal agreement vis-à-vis being your chosen people.
Look, sometimes things work out, sometimes they don't. Let's be friends over the next few eons and see what happens. How about this? We're sure you recall that Abraham had a whole other family from Ishmael (the ones who got the oil). How about making them your chosen people for a few thousand years?
Respectfully,
The Committee To Be UN-Chosen
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Subject: Termination of Contract/Special Status (Chosen People)
As you are aware, the contract made between you and Abraham is up for renewal, and this memorandum is to advise you that after, yea, those many millennia of consideration, we, the Jews (The Chosen People) have decided that we really do not wish to renew.
We should point out immediately that there is nothing in writing, and, contrary to popular beliefs, we (The Jews) have not really benefited too much from this arrangement. If you go back to the early years of our arrangement, it definitely started off on the wrong footing. Not only was Israel and Judea invaded almost every year, but we also went to enormous expense to erect not one but two Temples, and they were both destroyed.
All we have left is a pile of old stones called the Western Wall (of
course you know all this, but we feel it's a good thing to account for all the reasons we wish to terminate the contract). After the Hittites, Assyrians, Goliaths, etc, not only were we beaten up almost daily, but then we were sold off as slaves to Egypt of all countries, and really lost a few hundred years of development.
Now we realize that you went to a great deal of trouble to send Moses to lead us out of Egypt, and those poor Egyptian buggers were smitten (smote?) with all those plagues. But, reflecting on those years, we are at a loss to understand why it took almost forty years to make a trip that El Al now does in 75 minutes. Also, while not appearing to be ungrateful, for years a lot of people have asked why Moses led us left instead of right at Sinai? If we had gone right, we would have had the oil!
OK, so the oil was not part of the deal, but then the Romans came and we really were up to our necks in dreck. While it's true that the Romans did give us water fit to drink, aqueducts, and baths, it was very disconcerting to walk down one of the vias, look up, and see one of your friends or family nailed to a three-by-four looking for all the world like a sign post. Even one of our princes, Judah Ben Hur got caught up with Roman stuff and drove like a crazy man around the Coliseum. It's a funny thing but many people swore that Ben Hur had an uncanny resemblance to Moses...go figure.
Then, of all things, one of our rabbis (teachers) declared himself "Son of You" (there was nothing said about this with Abe) and before we knew what was what, a whole new religion sprang up. To add insult to injury, we were dispersed all over the world two or three times while this new religion really caught on! We were truly sorry to hear that the Romans executed him like so many others, but, ...alas, (and this will make you laugh,) once again WE were blamed. Now here's something we really don't understand. That our rabbi really came into his own. Millions of people revered and worshipped his name and scriptures. ..... and still killed us by the millions.
They claimed we drank the blood of new born infants, and controlled the world banks (Oy! if only that were so.) We could have bought them all off, and operated the worlds' media and so on and so on. Are we beginning to make our point here?
OK so let's fast-forward a few hundred years to the Crusades. Hoo boy! Again we were caught in the middle! They, the Lords and Knights, came from all over Europe to smack the Arabs and open up the holy places, but before we knew what hit us, they were killing us right, left, and center along with everyone else. Every time a king or a pope was down in the opinion polls, they called a crusade or holy war, and went on a killing rampage in our land.
Today it's called Jihad. OK, so you tested us a little there, but then some bright cleric in Spain came up with the Inquisition. We all thought it was a new game show, but once again we and, we must admit, quite a few others were used as firewood for a whole new street lighting arrangement in major Spanish cities.
All right, so that ended after about a hundred years or so... in the scheme of things not a long time. But every time we settled down in one country or another, they kicked us out! So we wandered around a few hundred years or so, but it never changed. Finally we settled in a few countries but they insisted we all live in ghettoes...no Westchester's of Moscow for us. There we are in the ghettoes, when what do you know?
The Russians come up with the Pogroms. We all thought they made a spelling mistake and misspelled programs, but we were dead wrong (no pun intended). Apparently, when there was nothing else for them to do, killing the Jews (a.k.a. The Chosen People, are you getting our drift?) was the in thing.
Now comes some really tough noogies. We were doing quite well, thank you, in a small European country called Germany, when some house painter wrote a book, said a few things that caught on and became their leader....whoo boy what a bad day that was for us...you know... your Chosen People.
We don't really know where you were in the earth years 1940 to 1945. We know everyone needs a break now and then.....even Lord G-d Almighty needs some time off. But really...when we needed you most, you were never around.
You are probably aware of this, but if you have forgotten, over six million of your Chosen People, along with quite a few unchosen others were murdered. They even made lampshades out of our skins. Look, we don't want to dwell on the past, but it gets worse!
Here we are, it's 1948, and millions of us are displaced yet again, when you really pull a fast one. We finally get our own land back! Yes!!! After all these years, you arrange for us to go back... then all the Arab countries immediately declare war on us. We have to tell you that sometimes your sense of humor really eludes us. Ok, so we win all the wars, but it's now 2006 and nothing's changed. We keep getting blown up, hijacked, and kidnapped. We have no peace whatsoever. Enough is enough.
So, we hope that you understand that nothing's forever (except you of course) and we respectfully would like to pull out of our verbal agreement vis-à-vis being your chosen people.
Look, sometimes things work out, sometimes they don't. Let's be friends over the next few eons and see what happens. How about this? We're sure you recall that Abraham had a whole other family from Ishmael (the ones who got the oil). How about making them your chosen people for a few thousand years?
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JOÃO PEREIRA COUTINHO
Sem mudar as palavras
A luta em curso é uma luta nova, entre Israel e Irã, que só está nos seus primeiros passos
INEVITÁVEL:
ISRAEL é sempre um sucesso de bilheteria.
Na passada semana, eu poderia ter escolhido outro tema qualquer. Poderia ter escolhido, por exemplo, o que sucedeu no Congo: uma guerra brutal que ceifou 1 milhão de vidas. E que, já depois do cessar-fogo, continua a matar: uma média de 30 mil por mês. Essa guerra mundial africana já fez entre 3 a 6 milhões de mortos.
Mas o mundo não quer saber do Congo para nada. Não há judeus no Congo.
Curioso: uma catástrofe sem precedentes está a suceder em África e o mundo está com os olhos postos em Gaza.
É por isso que regresso ao meu artigo da semana passada, que praticamente rebentou com o meu e-mail e com o Painel do Leitor desta Folha.
Não respondo aos insultos e aos elogios, que chegaram em partes iguais. Ignoro os primeiros, agradeço os segundos.
Mas gostaria de responder a críticas racionais, articuladas por pessoas racionais. E a principal crítica que me foi dirigida lida com a parte da história que eu, alegadamente, teria ignorado: eu começava a minha narrativa em 1967 porque esse é o ano da ocupação de Gaza e da Cisjordânia.
Alguns leitores disseram que eu esquecia o que sucedera antes, ou seja, o "roubo", pelos judeus, de terra árabe em 1948.
Alguns leitores tiveram mesmo a gentileza de me enviar um artigo de Robert Fisk, publicado na Folha (edição de 31/ 12/ 2008), em que o jornalista britânico afirmara com ironia: as populações de Gaza nem sempre viveram em Gaza. Verdade que uma crônica de jornal não é uma tese de doutorado. Eu sei, porque já escrevi ambas.
Mas mesmo no espaço limitado de uma crônica, eu pensava que os meus críticos jamais comprariam a propaganda antissemita que faz dos judeus de 1948 puros extraterrestres que desceram da nave espacial para ocupar a Palestina e expulsar os árabes lá presentes.
Uma mentira infame.
Para começar, a presença judaica na região foi permanente ao longo dos séculos, mesmo depois da destruição do Templo em 70 d.C. E, para ficarmos na história moderna, a maciça imigração de judeus para a Palestina a partir de 1880, altura em que muitos abandonaram a Europa e a Rússia e compraram legalmente terras na região, bastaria para desfazer a primeira mentira: a mentira dos extraterrestres.
A criação do Estado de Israel expressa essa presença multissecular. Mas seria o fim da Primeira Guerra, e a consequente desagregação do Império Otomano, que tornaria Israel possível: se árabes e judeus coexistiam na Palestina, um plano de partição, supervisionado pelas Nações Unidas, propunha-se garantir a ambos os povos dois Estados independentes. E se a Transjordânia ocupava já 80% do Mandato Palestino, árabes e israelenses partilhariam a terra restante.
Fatalmente, os árabes mostraram-se incapazes de aceitar a existência do Estado judaico e, logo em 1948, iniciariam uma guerra de extermínio que está na origem do problema dos refugiados palestinos. Robert Fisk tem razão quando afirma que os habitantes de Gaza nem sempre viveram em Gaza.
O que Fisk esquece, ou propositadamente ignora, é a responsabilidade árabe na criação do problema dos refugiados. Como esquece, ou ignora, que em 1948 Israel receberia 600 mil judeus expulsos ou perseguidos pelos países árabes. A grande diferença é que Israel recebeu os seus refugiados e os países árabes ignoraram-nos. Até hoje.
A tragédia corrente no Oriente Médio não é explicável sem esse primordial anti-semitismo árabe, no qual teve papel de destaque o mufti de Jerusalém, Al Husseini (um amigo pessoal do regime nazista). Foi esse anti-semitismo crescente que condenou a região a uma guerra sem fim. Mas a tragédia também não é explicável sem um pormenor final.
Nos relatos habituais, o conflito em Gaza tem sido retratado com as lentes do passado: uma luta entre Israel e os palestinos, em que Israel se recusa a aceitar a solução dos dois Estados.
Não vale a pena perder um minuto de tempo a relembrar a oferta de Ehud Barak em Camp David (que Arafat recusou) ou o pormenor, insignificante, de que o Hamas se recusa a aceitar a existência de judeus na Palestina, tal como está na sua Constituição.
Fico-me pelo básico: a luta em curso é uma luta nova, não velha; tal como sucedeu em 2006, no sul do Líbano, é uma luta entre Israel e o Irã que ainda só está nos primeiros passos.
Minha tentação era terminar, dizendo: quem viver, verá.
Mas, se o Irã chegar à bomba nuclear, o mais certo é no futuro já não restar nada para ver.
Sem mudar as palavras
A luta em curso é uma luta nova, entre Israel e Irã, que só está nos seus primeiros passos
INEVITÁVEL:
ISRAEL é sempre um sucesso de bilheteria.
Na passada semana, eu poderia ter escolhido outro tema qualquer. Poderia ter escolhido, por exemplo, o que sucedeu no Congo: uma guerra brutal que ceifou 1 milhão de vidas. E que, já depois do cessar-fogo, continua a matar: uma média de 30 mil por mês. Essa guerra mundial africana já fez entre 3 a 6 milhões de mortos.
Mas o mundo não quer saber do Congo para nada. Não há judeus no Congo.
Curioso: uma catástrofe sem precedentes está a suceder em África e o mundo está com os olhos postos em Gaza.
É por isso que regresso ao meu artigo da semana passada, que praticamente rebentou com o meu e-mail e com o Painel do Leitor desta Folha.
Não respondo aos insultos e aos elogios, que chegaram em partes iguais. Ignoro os primeiros, agradeço os segundos.
Mas gostaria de responder a críticas racionais, articuladas por pessoas racionais. E a principal crítica que me foi dirigida lida com a parte da história que eu, alegadamente, teria ignorado: eu começava a minha narrativa em 1967 porque esse é o ano da ocupação de Gaza e da Cisjordânia.
Alguns leitores disseram que eu esquecia o que sucedera antes, ou seja, o "roubo", pelos judeus, de terra árabe em 1948.
Alguns leitores tiveram mesmo a gentileza de me enviar um artigo de Robert Fisk, publicado na Folha (edição de 31/ 12/ 2008), em que o jornalista britânico afirmara com ironia: as populações de Gaza nem sempre viveram em Gaza. Verdade que uma crônica de jornal não é uma tese de doutorado. Eu sei, porque já escrevi ambas.
Mas mesmo no espaço limitado de uma crônica, eu pensava que os meus críticos jamais comprariam a propaganda antissemita que faz dos judeus de 1948 puros extraterrestres que desceram da nave espacial para ocupar a Palestina e expulsar os árabes lá presentes.
Uma mentira infame.
Para começar, a presença judaica na região foi permanente ao longo dos séculos, mesmo depois da destruição do Templo em 70 d.C. E, para ficarmos na história moderna, a maciça imigração de judeus para a Palestina a partir de 1880, altura em que muitos abandonaram a Europa e a Rússia e compraram legalmente terras na região, bastaria para desfazer a primeira mentira: a mentira dos extraterrestres.
A criação do Estado de Israel expressa essa presença multissecular. Mas seria o fim da Primeira Guerra, e a consequente desagregação do Império Otomano, que tornaria Israel possível: se árabes e judeus coexistiam na Palestina, um plano de partição, supervisionado pelas Nações Unidas, propunha-se garantir a ambos os povos dois Estados independentes. E se a Transjordânia ocupava já 80% do Mandato Palestino, árabes e israelenses partilhariam a terra restante.
Fatalmente, os árabes mostraram-se incapazes de aceitar a existência do Estado judaico e, logo em 1948, iniciariam uma guerra de extermínio que está na origem do problema dos refugiados palestinos. Robert Fisk tem razão quando afirma que os habitantes de Gaza nem sempre viveram em Gaza.
O que Fisk esquece, ou propositadamente ignora, é a responsabilidade árabe na criação do problema dos refugiados. Como esquece, ou ignora, que em 1948 Israel receberia 600 mil judeus expulsos ou perseguidos pelos países árabes. A grande diferença é que Israel recebeu os seus refugiados e os países árabes ignoraram-nos. Até hoje.
A tragédia corrente no Oriente Médio não é explicável sem esse primordial anti-semitismo árabe, no qual teve papel de destaque o mufti de Jerusalém, Al Husseini (um amigo pessoal do regime nazista). Foi esse anti-semitismo crescente que condenou a região a uma guerra sem fim. Mas a tragédia também não é explicável sem um pormenor final.
Nos relatos habituais, o conflito em Gaza tem sido retratado com as lentes do passado: uma luta entre Israel e os palestinos, em que Israel se recusa a aceitar a solução dos dois Estados.
Não vale a pena perder um minuto de tempo a relembrar a oferta de Ehud Barak em Camp David (que Arafat recusou) ou o pormenor, insignificante, de que o Hamas se recusa a aceitar a existência de judeus na Palestina, tal como está na sua Constituição.
Fico-me pelo básico: a luta em curso é uma luta nova, não velha; tal como sucedeu em 2006, no sul do Líbano, é uma luta entre Israel e o Irã que ainda só está nos primeiros passos.
Minha tentação era terminar, dizendo: quem viver, verá.
Mas, se o Irã chegar à bomba nuclear, o mais certo é no futuro já não restar nada para ver.
Ary: ser contra todos os maometanos é uma generalização pouco aceitável; meu professor de história sempre dizia : jamais generalize; há exceções obviamente, apesar da ditadura pseudo-religiosa onde o terror condiciona os comportamentos, visando o privilégio dos comandantes dessas tiranias; o Estado de Israel como foi criado, foi objeto de invasão imediata por todos as nações árabes da vizinhança e todas as guerras travadas, foram respostas a agressões às suas fronteiras decididas pela ONU; recentemente as concessões decididas na faixa de Gaza e Cisjordânia, foram desprezadas e não limitaram os bombardeios sobre populações civis por parte dos palestinos; Os judeus são um povo peculiar: as coisas permitidas para outras nações são proibidas para os judeus. Outras nações expulsam milhares, mesmo milhões de pessoas e não há problema dos refugiados. Rússia fez, Polônia e Tchecoslováquia fez,Turquia jogou fora milhões de gregos, Argélia um milhão de franceses. Indonésia expulsou Deus sabe quantos chineses e ninguém diz uma palavra sobre os refugiados.Mas no caso de Israel, os árabes deslocados tornaram-se eternos refugiados. Todo mundo insiste que Israel deve reintegrar cada um. Arnold Toynbee chama o deslocamento dos árabes uma atrocidade maior do que qualquer cometidos pelos nazistas. Outras nações, quando vitoriosas no campo de batalha ditam os termos de paz. Mas, quando Israel é vitorioso, ele deve buscar a paz.Todo mundo espera que os judeus sejam os únicos cristãos verdadeiros neste mundo. Outras nações, quando são derrotadas, sobrevivem e se recuperam,(veja a sua querida Alemanha) mas se derrotado, Israel seria destruído. Nasser tivesse triunfado,teria limpado Israel do mapa, e ninguém teria levantado um dedo para salvar os judeus.Há 47 anos todos clamam pela independência palestina, e ainda não conseguem recolher o lixo domestico de Jericó. Apesar de todo o petróleo do mundo, não conseguem mobilizar a fraternidade árabe para construir um hospital em Deir Balah. E todas as torneiras de ouro puro da Arábia Saudita e todas as Jacuzzis do Kuwait não bastam para fornecer água potável em Jabalya. Hoje o Lula recebe o Ahmadinejad que promete, na iminência do controle de armas atômicas,varrer o estado de Israel do mapa e permanece contestando o Holocausto, no que aliás você lamentavelmente compartilha fielmente, apesar da esmagadora evidência de provas fotografadas, filmadas, testemunhadas e lamentadas pelos poucos sobreviventes ou seus libertadores.A maioria de nós, ainda pensa como Golda Meir, que disse que esse conflito só terminaria quando os árabes palestinos amassem mais a seus filhos do que odeiam os judeus.A propaganda antissemita faz dos judeus de 1948 puros extraterrestres que desceram da nave espacial para ocupar a Palestina e expulsar os árabes lá presentes.
Uma mentira infame.
Uma mentira infame.
domingo, 22 de novembro de 2009
Ahmadinejad visita Lula-Augusto Nunes na Veja
A Visita do Crápula Iraniano é um Insulto ao Brasil Que Presta
Escrito por: Augusto Nunes - Publicado Na Revista Veja
Publicado no site em: 18/11/2009
Nações não têm amigos, têm interesses, ensina o verbete do manual do cinismo que justifica a existência de relações diplomáticas e comerciais entre países democráticos e paragens comandadas por liberticidas de nascença, assassinos patológicos e outras aberrações da espécie.
Não é uma norma edificante. Pois a inversão dos predicados pode tornar as coisas ainda mais abjetas, ensina a política externa da Era Lula.
Desde 2003, O Brasil têm amigos, escolhidos por um presidente cujos interesses não têm parentesco com o que interessa à nação.
Com a desenvoltura arrogante que só a certeza da impunidade dá, Evo Morales expropriou bens da Petrobras na Bolívia, Rafael Correa prendeu engenheiros da Odebrecht no Equador, Hugo Chávez tranformou em estalagem o prédio da embaixada em Honduras, Fernando Lugo exige a remoção dos alicerces do Tratado de Itaipu.
Lula reagiu a tais agressões à soberania que jurou defender com tapinhas nas costas e falatórios de comparsa.
Amigos merecem cuidados especiais e muito carinho.
Pelos padrões civilizados, o iraniano Mammoud Ahmadinejad é um fanático perigoso, acampado na chefia de um regime primitivo, que reprime opositores com ferocidade, frauda eleições, condena homossexuais à morte, nega às mulheres direitos elementares, sonha com o regresso às cavernas.
Para Lula, é um amigo ─ dele e, por consequência, do Brasil.
E assim será recebido nesta segunda-feira, em Brasília, pelo anfitrião que, dramaticamente ignorante em geopolítica, de novo escolheu o lado errado.
“Eu disse ao Obama, ao Sarkozy e à Angela Merkel que a gente não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede”, gabou-se Lula nesta semana.
“É preciso criar espaços para conversar”.
O monoglota que precisa de um tradutor até para conversas em português acha que lhe bastam 15 minutos para que Ahmadinejad cancele o programa nuclear, apaixone-se por Israel, debulhe-se em lágrimas pelos 6 milhões de judeus assassinados pelo Holocausto que até agora nega ter existido e vire torcedor do Corinthians.
Chegou a hora de retribuir às muitas gentilezas que lhe fez, imagina o amigo brasileiro.
Multidões de manifestantes protestavam no Irá contra as evidências de fraude eleitoral, a contagem dos votos não terminara e a dos mortos mal começara quando Lula resolveu intrometer-se na crise do outro lado do mundo.
”Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã”, pontificou o cara.
”Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”.
Ao reducionismo de jardim da infância, adicionou o raciocínio de colegial repetente:
”O presidente Ahmadinejad teve uma votação de 62,7%. É um número muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude”.
No Brasil, comparou, suspeitas de fraude geralmente ocorrem quando a diferença de votos entre os candidatos é de 1% ou 2%.
Ele certamente ignora que Saddam Hussein não admitia ser reconduzido à presidência do Iraque com menos de 100% do eleitorado.
A notícia de que a repressão policial já causara 69 mortes não inibiu o improvisador incontrolável.
”Há uma oposição que não se conforma”, explicou.
”O resultado desse conflito são inocentes morrendo, o que é lamentável e inaceitável por parte de qualquer democrata do mundo”.
Estaria Lula incluindo o Irã no universo das democracias?
“Cada país estabelece o regime democrático que convém ao seu povo”, desconversou.
”É uma decisão soberana de cada nação”. Só não vale para Honduras.
A visita de Ahmadinejad é um insulto ao Brasil que presta e, sobretudo, uma afronta aos incontáveis judeus que escaparam do horror e julgaram encontrar aqui o abrigo seguro.
“Não estou preocupado com judeus e árabes”, desdenha Lula.
”Estou preocupado com a relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano”.
O presidente acha que está recebendo um amigo árabe. Não sabe sequer que os nativos do Irã são persas.
Persa ou árabe, o visitante jamais seria bem-vindo.
Porque Mammoud Ahmadinejad é, antes de mais nada,
um crápula.
Escrito por: Augusto Nunes - Publicado Na Revista Veja
Publicado no site em: 18/11/2009
Nações não têm amigos, têm interesses, ensina o verbete do manual do cinismo que justifica a existência de relações diplomáticas e comerciais entre países democráticos e paragens comandadas por liberticidas de nascença, assassinos patológicos e outras aberrações da espécie.
Não é uma norma edificante. Pois a inversão dos predicados pode tornar as coisas ainda mais abjetas, ensina a política externa da Era Lula.
Desde 2003, O Brasil têm amigos, escolhidos por um presidente cujos interesses não têm parentesco com o que interessa à nação.
Com a desenvoltura arrogante que só a certeza da impunidade dá, Evo Morales expropriou bens da Petrobras na Bolívia, Rafael Correa prendeu engenheiros da Odebrecht no Equador, Hugo Chávez tranformou em estalagem o prédio da embaixada em Honduras, Fernando Lugo exige a remoção dos alicerces do Tratado de Itaipu.
Lula reagiu a tais agressões à soberania que jurou defender com tapinhas nas costas e falatórios de comparsa.
Amigos merecem cuidados especiais e muito carinho.
Pelos padrões civilizados, o iraniano Mammoud Ahmadinejad é um fanático perigoso, acampado na chefia de um regime primitivo, que reprime opositores com ferocidade, frauda eleições, condena homossexuais à morte, nega às mulheres direitos elementares, sonha com o regresso às cavernas.
Para Lula, é um amigo ─ dele e, por consequência, do Brasil.
E assim será recebido nesta segunda-feira, em Brasília, pelo anfitrião que, dramaticamente ignorante em geopolítica, de novo escolheu o lado errado.
“Eu disse ao Obama, ao Sarkozy e à Angela Merkel que a gente não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede”, gabou-se Lula nesta semana.
“É preciso criar espaços para conversar”.
O monoglota que precisa de um tradutor até para conversas em português acha que lhe bastam 15 minutos para que Ahmadinejad cancele o programa nuclear, apaixone-se por Israel, debulhe-se em lágrimas pelos 6 milhões de judeus assassinados pelo Holocausto que até agora nega ter existido e vire torcedor do Corinthians.
Chegou a hora de retribuir às muitas gentilezas que lhe fez, imagina o amigo brasileiro.
Multidões de manifestantes protestavam no Irá contra as evidências de fraude eleitoral, a contagem dos votos não terminara e a dos mortos mal começara quando Lula resolveu intrometer-se na crise do outro lado do mundo.
”Eu não conheço ninguém, a não ser a oposição, que tenha discordado da eleição do Irã”, pontificou o cara.
”Não tem número, não tem prova. Por enquanto, é apenas uma coisa entre flamenguistas e vascaínos”.
Ao reducionismo de jardim da infância, adicionou o raciocínio de colegial repetente:
”O presidente Ahmadinejad teve uma votação de 62,7%. É um número muito grande para a gente imaginar que possa ter havido fraude”.
No Brasil, comparou, suspeitas de fraude geralmente ocorrem quando a diferença de votos entre os candidatos é de 1% ou 2%.
Ele certamente ignora que Saddam Hussein não admitia ser reconduzido à presidência do Iraque com menos de 100% do eleitorado.
A notícia de que a repressão policial já causara 69 mortes não inibiu o improvisador incontrolável.
”Há uma oposição que não se conforma”, explicou.
”O resultado desse conflito são inocentes morrendo, o que é lamentável e inaceitável por parte de qualquer democrata do mundo”.
Estaria Lula incluindo o Irã no universo das democracias?
“Cada país estabelece o regime democrático que convém ao seu povo”, desconversou.
”É uma decisão soberana de cada nação”. Só não vale para Honduras.
A visita de Ahmadinejad é um insulto ao Brasil que presta e, sobretudo, uma afronta aos incontáveis judeus que escaparam do horror e julgaram encontrar aqui o abrigo seguro.
“Não estou preocupado com judeus e árabes”, desdenha Lula.
”Estou preocupado com a relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano”.
O presidente acha que está recebendo um amigo árabe. Não sabe sequer que os nativos do Irã são persas.
Persa ou árabe, o visitante jamais seria bem-vindo.
Porque Mammoud Ahmadinejad é, antes de mais nada,
um crápula.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Pensamento
Tempo mágico...
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para
viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me
como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que
faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não
quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não
tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando
destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares,
talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não
participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me
convidem para eventos de um fim de semana com a
proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para
discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos
internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de
pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em
reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a
limpo".Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as
pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu
tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de
gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes
da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade
dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de
Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar
desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda
de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para
viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me
como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas.
As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que
faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não
quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não
tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando
destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares,
talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não
participarei de conferências que estabelecem prazos fixos
para reverter a miséria do mundo. Não quero que me
convidem para eventos de um fim de semana com a
proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para
discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos
internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de
pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em
reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a
limpo".Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram
pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as
pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu
tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a
essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de
gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços,
não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes
da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade
dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de
Deus.
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar
desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda
de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.
sábado, 31 de outubro de 2009
O conflito do Oriente Médio não
cabe na camisa de força ideológica
Franklin Goldgrub, professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP
Embora geralmente se julgue que a "direita" respalda o estado judeu e a "esquerda" favorece a causa palestina, é possível considerar que o conflito árabe-israelense, longe de situar--se na esfera do debate ideológico, refere-se a outra questão, muito diferente, embora igualmente relacionada à ética: o direito à existência, autonomia e soberania das minorias étnicas e religiosas do Oriente Médio. Além de muçulmanos e judeus, a região é habitada por cristãos (armênios, coptas e maronitas), drusos, curdos, circassianos, beduínos (1) e baha'is.(2). O islamismo, hegemônico no Oriente Médio, submete os fiéis de outras crenças e as pessoas de diferente origem étnica a diversos tipos de discriminação, que incluem a proibição de culto, o pagamento de impostos especiais e a cidadania de segunda classe, sem contar práticas de limpeza étnica. É o estatuto do "dhimmi". A primeira questão a ser discutida refere-se ao último confronto militar em Gaza. Posteriormente faz-se preciso recuperar a história do conflito e abordar as razões que conduziram à sua interpretação ideológica. Os ataques com foguetes e mísseis disparados a partir de Gaza visavam e visam atingir a população israelense, causando o maior número de baixas possível. Diferentemente, a ação israelense foi precedida por coleta de informações sobre alvos militares, para evitar a morte de civis. A disparidade entre o número de mortes de ambos os lados se deve não ao armamento utilizado mas ao fato de que todas as residências em Israel contam com um aposento protegido por concreto e todas as cidades mantêm abrigos subterrâneos.
Diferentemente, a população de Gaza foi usada como escudo, com a finalidade de acusar Israel por crimes de guerra. Via de regra Israel vence os combates e é derrotado na guerra de propaganda. As mortes de civis palestinos e israelenses são exploradas pelas milícias terroristas sem o menor escrúpulo - no primeiro caso para alegar a condição de vítima e no segundo para intimidar. A mídia multiplica a desinformação ao infinito e seus consumidores acríticos engolem as distorções servidas com molho goebbeliano. A realidade do conflito difere consideravelmente das acusações já elaboradas de antemão que o Hamas e setores da esquerda dirigem a Israel em uníssono. As convenções internacionais estipulam que é proibido o uso de armas na proximidade de regiões habitadas, bem como condenam o bombardeio deliberado de civis. Essas duas descrições se aplicam sem ressalvas ao modus operandi do terrorismo. Como já se tornou habitual, as relações de causa e efeito são invertidas nas análises antissionistas. As práticas das milícias terroristas são atribuídas a Israel, que é igualmente acusada de ter originado o confronto. Os israelenses argumentam que reagiram apenas esporadicamente a oito anos de bombardeios, iniciados sob o governo do Fatah e intensificados após a tomada de poder pelo Hamas. A retirada dos assentamentos judeus de Gaza, em 2005, em vez de pôr fim aos ataques com qassams, apenas os exacerbou. A liderança da milícia islâmica alega que os bombardeios são a consequência do bloqueio imposto pelos israelenses. Os israelenses respondem que o bloqueio é uma resposta aos ataques e previne o ingresso de mais armas, e acrescentam: a população de Gaza não está privada nem de alimentos nem de medicamentos, assim como recebe combustível, eletricidade e água de Israel. Quem tem razão? Ambos os lados atribuem a responsabilidade pelo conflito à outra parte. Os críticos de Israel alegam que a verdadeira causa da operação militar foi a proximidade das eleições e o fato de o ministro da Defesa, Ehud Barak, candidato pelo partido trabalhista, ter ordenado o ataque para ganhar popularidade e reverter as pesquisas desfavoráveis. A contra-argumentação assinala que o partido trabalhista tradicionalmente divide os votos com a centro-direita e que foi precisamente a inação de Barak a causa da diminuição das suas chances nas urnas.
Há outro critério, que talvez permita dirimir a questão: a comparação entre as leis israelenses e os estatutos do Hamas mostra diferenças marcantes. No estado judeu os direitos dos cidadãos de qualquer etnia e religião estão plenamente assegurados. O oposto pode ser dito em relação ao Hamas, cujo governo ditatorial oprime minorias políticas (como o Fatah) e religiosas (como os árabes cristãos; quanto aos judeus, jamais foram tolerados pelo Hamas). O objetivo da milícia, declarado abertamente, é destruir Israel e aniquilar os judeus.Os Protocolos dos Sábios de Sião, famoso livro antissemita escrito a mando da Okhrana, a polícia secreta tzarista, é citado nos estatutos do Hamas. O movimento preconiza a expansão do islamismo por todo o planeta através da conversão forçada dos infiéis e a eliminação dos recalcitrantes. Não é preciso ter memória privilegiada para perceber que se trata de uma concepção muito próxima à da supremacia ariana, com a diferença de que no último caso a "conversão forçada" era dispensada; visava-se o extermínio das "raças inferiores". Assim como o Mufti de Jerusalém (espécie de cardeal na hierarquia muçulmana) (3), viajou à Alemanha durante a II Guerra Mundial e elaborou com Hitler a versão islâmica da solução final (4), a similaridade entre a política antissemita do império russo derrubado pela revolução de outubro e o ideário do Hamas é patente: em ambos os casos, trata-se de sociedades ultrapassadas, de estrutura feudal, que usam uma minoria como válvula de escape, reativando preconceitos arraigados na tradição religiosa.
É difícil entender, nessas circunstâncias, a aliança entre alguns setores da esquerda e o fundamentalismo islâmico. O enigma desaparece quando se percebe que a esquerda antissionista é herdeira da concepção pragmática que predominou na União Soviética desde a ascensão de Stalin (final dos anos 1920) até a sua morte (início dos anos 1950), caracterizada pela opressão das minorias, e na qual a Realpolitik se sobrepôs a quaisquer preocupações éticas e ideológicas. Stalin, recordemos, também recorreu ao antissemitismo sempre que "necessário". As eleições israelenses constituem um exemplo marcante de que a divisão entre esquerda e direita cai a um plano secundário quando a preocupação com a segurança se torna prioritária. Nas eleições de 2001, o mesmo Barak, então primeiro-ministro, que nas negociações de paz havia oferecido a Arafat 94% da Cisjordânia, além da compensação territorial correspondente, bem como Gaza e a parte oriental de Jerusalém, foi amplamente derrotado por Sharon, com uma diferença inédita em eleições habitualmente disputadas palmo a palmo. Na ocasião, Arafat havia recusado as propostas de Barak, exigindo o retorno de seis milhões de pessoas supostamente descendentes dos refugiados árabes da guerra de 1948 (5). Sob a alegação de que Sharon havia entrado no Monte do Templo, o líder da OLP desencadeou a segunda intifada que, ao contrário da primeira, foi levada a cabo simultaneamente por várias milícias, munidas de armamento sofisticado, o que torna a hipótese da sua espontaneidade tão realista como um conto de fadas.
Na ocasião, o principal cabo eleitoral de Sharon foi a campanha terrorista desencadeada por Arafat, responsável pela morte de mais de mil israelenses no decorrer de um período inferior a dois anos (2001-2003). Quando o debate chega a esse ponto, os críticos de Israel apresentam o argumento de que a solução para o conflito seria o estabelecimento de dois estados para dois povos e dão a entender que Israel recusa essa proposta. O argumento é insustentável. Já em 1948, quando da resolução da ONU, chamada de "partilha", os judeus aceitaram sem qualquer ressalva a decisão que criava dois países, um árabe e o outro judaico. No dia seguinte ao da resolução da ONU, as monarquias árabes declararam guerra a Israel, seguida pela invasão de cinco exércitos, apoiados por milícias árabe-palestinas locais e voluntários de outros países.
Nos acordos de Oslo, em 1993, bem como no prosseguimento das negociações, tampouco houve qualquer oposição de Israel ao estabelecimento do estado árabe na Cisjordânia e em Gaza. A respectiva administração foi confiada à OLP, de cujo estatuto constava igualmente como objetivo supremo a destruição de Israel, cláusula retirada apenas por ocasião dos compromissos firmados em Oslo. Diante dessas evidências insofismáveis, os críticos de Israel recuam mais um pouco na história e assinalam que o próprio processo que antecedeu a criação do estado judeu é ilegítimo, na medida em que está marcado pela apropriação da terra pertencente à população local. Novamente os dados históricos desmentem essa descrição. Os judeus compraram terras áridas pertencentes a latifundiários residentes em Beirute e em Damasco, cuja transformação em solo apropriado para a agricultura exigiu anos de trabalho duro e investimento em infraestrutura (engenharia sanitária, irrigação, estradas, telefonia, eletricidade). Os judeus não desapropriaram nem destituíram de qualquer outra forma os camponeses árabes (fellahim) de suas propriedades.
A formação do ichuv (comunidade judaica) não tem a mais remota semelhança com qualquer empreendimento colonialista. Os imigrantes judeus não conquistaram o Oriente Médio pela força das armas e muito menos exploraram riquezas naturais (cuja mera menção é anedótica) mediante mão de obra nativa. Os principais lemas do movimento sionista foram a redenção da terra e o retorno dos judeus ao trabalho físico.(6). O contrário é verdadeiro. Os ingleses, pressionados pelas inquietas lideranças árabes, estabeleceram quotas que limitavam a imigração judaica enquanto fechavam os olhos para a entrada de camponeses árabes procedentes de regiões vizinhas. Conforme leis bem conhecidas relativas a movimentos populacionais, o desenvolvimento econômico, por motivos óbvios, costuma atrair habitantes de áreas próximas em situação de estagnação.
Paralelamente à imigração judaica houve também imigração árabe. Longe de desapropriar a população nativa, a vinda dos judeus criou melhores condições de vida para todos. Ao contrário das teses defendidas por seus críticos, a criação do Estado de Israel sempre beneficiou o povo árabe, afirmação que permanece válida. Nenhum cidadão árabe quer deixar Israel. As análises marxistas relativas a esse período não distinguem os interesses da população árabe e os dos proprietários rurais (latifundiários), respaldados pelo clero islâmico conservador. Esse erro se perpetua e acentua na confusão atual, típica do antissionismo, entre os interesses das ditaduras do Oriente Médio e os do povo árabe. A mesma distorção se repete no que se refere à suposição da representatividade de movimentos como o Fatah e o Hamas. As eleições palestinas foram disputadas apenas por duas milícias, que intimidaram os eleitores e jamais os consultaram.
Em qualquer outra situação a esquerda sabe diferenciar diretrizes ditatoriais de aspirações populares. Ela jamais confundiu os interesses dos regimes militares sul-americanos com os das respectivas sociedades, atitude curiosamente ausente quando se trata do Oriente Médio. Essa contradição pede uma cuidadosa reflexão. Poucas vezes é possível deparar com uma disparidade tão considerável como a que separa o militante de esquerda do crente muçulmano. A justiça social e a propriedade coletiva dos meios de produção são o avesso das desigualdades prevalecentes nas sociedades islâmicas, frequentemente multiplicadas pelos imensos lucros provenientes do petróleo. Poderiam ser mencionados outros contrastes, como a oposição entre o ateísmo marxista ("A religião é o ópio do povo") e o privilégio do dogma nos regimes semifeudais do Oriente Médio.
Após o colapso da União Soviética, a Guerra Fria foi substituída pela oposição entre o fundamentalismo islâmico e as sociedades industriais do ocidente, em que a separação entre estado e religião é total. A transição da competição ideológica para a nova situação, batizada por Samuel Huntington com a expressão "choque de civilizações", foi complexa. A última aventura militar da União Soviética aconteceu no Afeganistão e sofreu a interferência do governo americano, que naquele momento apoiou os fundamentalistas islâmicos, responsáveis, na sequência, pela ascensão do Taliban. Posteriormente, os Estados Unidos respaldaram Saddam Hussein contra os aiatolás, criando uma situação que novamente iria afetar seus interesses. Seja como for, a aliança entre a esquerda e o fundamentalismo islâmico é tão inegável como a função desempenhada pelo antiamericanismo nessa estranha relação. Nas circunstâncias atuais, a articulação entre antiamericanismo e antissionismo é tentadora para o ideário progressista. Não é segredo que a esquerda passa por uma profunda crise, desencadeada pelo colapso da União Soviética e dos regimes comunistas da Europa Oriental. São bastante conhecidos os problemas econômicos e os percalços éticos da Revolução Cubana, o caricatural regime norte-coreano, o autoritarismo de Chavez, o genocídio cambojano, o expansionismo chinês (Tibete). A ideologização do conflito do Oriente Médio, visando transformá-lo em algo análogo à luta de classes, com Israel no papel do país colonialista enquanto os palestinos são chamados a representar a população nativa oprimida doublé de proletariado explorado, tenta reafirmar a autoimagem idealizada do militante e recuperar a dimensão ética da esquerda.
O quadro é convenientemente amputado do seu entorno, ou seja, o interesse das ditaduras do Oriente Médio em manter suas sociedades em estado semifeudal, razão principal (mas nunca mencionada) de sua profunda hostilidade a um país cuja estrutura econômica e social é percebida como ameaçadora pelos sheiks, reis, emires, aiatolás, imans e generais. Criou-se o mito da "ocupação", fazendo caso omisso de que a presença israelense na Cisjordânia e em Gaza deveu-se a uma guerra de defesa e que a devolução do Sinai ao Egito, no âmbito de um acordo de paz, é prova eloquente do não--expansionismo israelense. O mito da ocupação omite igualmente que durante 19 anos a população do estado árabe palestino previsto pela ONU em 1948 foi privada de sua autodeterminação pelo Egito e pela Jordânia. Após 1967, o fim do domínio jordaniano e egípcio permitiu que essas regiões conhecessem, pela primeira vez, uma verdadeira autonomia política, visto que Israel limitou--se a cuidar da segurança de suas fronteiras e as cidades palestinas passaram a ser administradas pelas lideranças locais. Esse fato, bem como o intercâmbio comercial com Israel e a infra-estrutura criada pelo estado judeu na região (água, eletricidade, estradas), resultaram num surto de desenvolvimento inédito, traduzido tanto pela elevação exponencial da renda per capita como da qualidade de vida, e pela consequente diminuição da mortalidade infantil.
Uma prática colonialista deveras estranha... A Liga Árabe, cujos regimes, com a única exceção do Líbano (7), eram e são ditatoriais, alarmou-se. O resto da história é bem conhecido. Primeiramente Israel foi convencido a aceitar a OLP, dominada pelo Fatah, como entidade política representativa da população palestina. Na sequência, o Hezbollah se apossou do sul do Líbano e o Hamas de Gaza. As fronteiras de Israel passaram às mãos de milícias terroristas, inimputáveis perante a ONU, estratégia respaldada pelas ditaduras do Oriente Médio. A continuidade do processo de autonomização da Cisjordânia e de Gaza, caso a OLP não houvesse se instalado na região, muito provavelmente teria aberto caminho para um verdadeiro acordo de paz, cimentado em interesses comuns. Essa situação seria ameaçadora para a Liga Árabe e privaria certa esquerda da sua última grande causa internacional.
Assim como na década de 1920 a direita alemã utilizou o antissemitismo para recuperar-se da derrota na Primeira Guerra Mundial, atribuindo aos judeus a culpa pelo fracasso militar, certa esquerda se vale do antissionismo para maquiar a sua imagem, gravemente afetada pelas consequências da débâcle soviética na Guerra Fria, em cuja esteira têm surgido revelações estarrecedoras acerca dos crimes cometidos nos porões das ditaduras do proletariado. É difícil acreditar nos protestos humanistas dessa esquerda em relação a Gaza, diante do seu ensurdecedor silêncio perante o genocídio de Darfur (8), praticado por um regime islâmico, bem como seu respaldo tanto à tirania dinástica norte-coreana como à ditadura iraniana, e ainda sua omissão em face das violações contumazes dos direitos humanos por parte dos regimes do Oriente Médio, para citar apenas alguns exemplos.
Notas
1 Drusos, curdos, circassianos e beduínos são muçulmanos mas professam uma variante de islamismo não reconhecida por xiitas, sunitas, wahabitas e alauítas.
2 Além de judeus samaritanos.
3 Hajj Amin El-Husseini, tio de Arafat.
4 O encontro entre ambos se acha documentado, inclusive fotograficamente.
5 Além do número rocambolesco, omite-se que a guerra foi provocada pelas monarquias árabes e que 750 mil judeus foram comprovadamente expulsos de todos os países árabes do Oriente Médio (do Marrocos ao Iêmen, do Egito à Síria), na década de 1950, em represália. Esses refugiados jamais são mencionados.
6 A proibição à agricultura e ao artesanato foi imposta aos judeus na Europa medieval.
7 Na época.
8 Nesse caso o termo se aplica porque o governo do Sudão se empenha em exterminar as minorias cristã e animista que habitam o sul do país.
cabe na camisa de força ideológica
Franklin Goldgrub, professor da Faculdade de Psicologia da PUC-SP
Embora geralmente se julgue que a "direita" respalda o estado judeu e a "esquerda" favorece a causa palestina, é possível considerar que o conflito árabe-israelense, longe de situar--se na esfera do debate ideológico, refere-se a outra questão, muito diferente, embora igualmente relacionada à ética: o direito à existência, autonomia e soberania das minorias étnicas e religiosas do Oriente Médio. Além de muçulmanos e judeus, a região é habitada por cristãos (armênios, coptas e maronitas), drusos, curdos, circassianos, beduínos (1) e baha'is.(2). O islamismo, hegemônico no Oriente Médio, submete os fiéis de outras crenças e as pessoas de diferente origem étnica a diversos tipos de discriminação, que incluem a proibição de culto, o pagamento de impostos especiais e a cidadania de segunda classe, sem contar práticas de limpeza étnica. É o estatuto do "dhimmi". A primeira questão a ser discutida refere-se ao último confronto militar em Gaza. Posteriormente faz-se preciso recuperar a história do conflito e abordar as razões que conduziram à sua interpretação ideológica. Os ataques com foguetes e mísseis disparados a partir de Gaza visavam e visam atingir a população israelense, causando o maior número de baixas possível. Diferentemente, a ação israelense foi precedida por coleta de informações sobre alvos militares, para evitar a morte de civis. A disparidade entre o número de mortes de ambos os lados se deve não ao armamento utilizado mas ao fato de que todas as residências em Israel contam com um aposento protegido por concreto e todas as cidades mantêm abrigos subterrâneos.
Diferentemente, a população de Gaza foi usada como escudo, com a finalidade de acusar Israel por crimes de guerra. Via de regra Israel vence os combates e é derrotado na guerra de propaganda. As mortes de civis palestinos e israelenses são exploradas pelas milícias terroristas sem o menor escrúpulo - no primeiro caso para alegar a condição de vítima e no segundo para intimidar. A mídia multiplica a desinformação ao infinito e seus consumidores acríticos engolem as distorções servidas com molho goebbeliano. A realidade do conflito difere consideravelmente das acusações já elaboradas de antemão que o Hamas e setores da esquerda dirigem a Israel em uníssono. As convenções internacionais estipulam que é proibido o uso de armas na proximidade de regiões habitadas, bem como condenam o bombardeio deliberado de civis. Essas duas descrições se aplicam sem ressalvas ao modus operandi do terrorismo. Como já se tornou habitual, as relações de causa e efeito são invertidas nas análises antissionistas. As práticas das milícias terroristas são atribuídas a Israel, que é igualmente acusada de ter originado o confronto. Os israelenses argumentam que reagiram apenas esporadicamente a oito anos de bombardeios, iniciados sob o governo do Fatah e intensificados após a tomada de poder pelo Hamas. A retirada dos assentamentos judeus de Gaza, em 2005, em vez de pôr fim aos ataques com qassams, apenas os exacerbou. A liderança da milícia islâmica alega que os bombardeios são a consequência do bloqueio imposto pelos israelenses. Os israelenses respondem que o bloqueio é uma resposta aos ataques e previne o ingresso de mais armas, e acrescentam: a população de Gaza não está privada nem de alimentos nem de medicamentos, assim como recebe combustível, eletricidade e água de Israel. Quem tem razão? Ambos os lados atribuem a responsabilidade pelo conflito à outra parte. Os críticos de Israel alegam que a verdadeira causa da operação militar foi a proximidade das eleições e o fato de o ministro da Defesa, Ehud Barak, candidato pelo partido trabalhista, ter ordenado o ataque para ganhar popularidade e reverter as pesquisas desfavoráveis. A contra-argumentação assinala que o partido trabalhista tradicionalmente divide os votos com a centro-direita e que foi precisamente a inação de Barak a causa da diminuição das suas chances nas urnas.
Há outro critério, que talvez permita dirimir a questão: a comparação entre as leis israelenses e os estatutos do Hamas mostra diferenças marcantes. No estado judeu os direitos dos cidadãos de qualquer etnia e religião estão plenamente assegurados. O oposto pode ser dito em relação ao Hamas, cujo governo ditatorial oprime minorias políticas (como o Fatah) e religiosas (como os árabes cristãos; quanto aos judeus, jamais foram tolerados pelo Hamas). O objetivo da milícia, declarado abertamente, é destruir Israel e aniquilar os judeus.Os Protocolos dos Sábios de Sião, famoso livro antissemita escrito a mando da Okhrana, a polícia secreta tzarista, é citado nos estatutos do Hamas. O movimento preconiza a expansão do islamismo por todo o planeta através da conversão forçada dos infiéis e a eliminação dos recalcitrantes. Não é preciso ter memória privilegiada para perceber que se trata de uma concepção muito próxima à da supremacia ariana, com a diferença de que no último caso a "conversão forçada" era dispensada; visava-se o extermínio das "raças inferiores". Assim como o Mufti de Jerusalém (espécie de cardeal na hierarquia muçulmana) (3), viajou à Alemanha durante a II Guerra Mundial e elaborou com Hitler a versão islâmica da solução final (4), a similaridade entre a política antissemita do império russo derrubado pela revolução de outubro e o ideário do Hamas é patente: em ambos os casos, trata-se de sociedades ultrapassadas, de estrutura feudal, que usam uma minoria como válvula de escape, reativando preconceitos arraigados na tradição religiosa.
É difícil entender, nessas circunstâncias, a aliança entre alguns setores da esquerda e o fundamentalismo islâmico. O enigma desaparece quando se percebe que a esquerda antissionista é herdeira da concepção pragmática que predominou na União Soviética desde a ascensão de Stalin (final dos anos 1920) até a sua morte (início dos anos 1950), caracterizada pela opressão das minorias, e na qual a Realpolitik se sobrepôs a quaisquer preocupações éticas e ideológicas. Stalin, recordemos, também recorreu ao antissemitismo sempre que "necessário". As eleições israelenses constituem um exemplo marcante de que a divisão entre esquerda e direita cai a um plano secundário quando a preocupação com a segurança se torna prioritária. Nas eleições de 2001, o mesmo Barak, então primeiro-ministro, que nas negociações de paz havia oferecido a Arafat 94% da Cisjordânia, além da compensação territorial correspondente, bem como Gaza e a parte oriental de Jerusalém, foi amplamente derrotado por Sharon, com uma diferença inédita em eleições habitualmente disputadas palmo a palmo. Na ocasião, Arafat havia recusado as propostas de Barak, exigindo o retorno de seis milhões de pessoas supostamente descendentes dos refugiados árabes da guerra de 1948 (5). Sob a alegação de que Sharon havia entrado no Monte do Templo, o líder da OLP desencadeou a segunda intifada que, ao contrário da primeira, foi levada a cabo simultaneamente por várias milícias, munidas de armamento sofisticado, o que torna a hipótese da sua espontaneidade tão realista como um conto de fadas.
Na ocasião, o principal cabo eleitoral de Sharon foi a campanha terrorista desencadeada por Arafat, responsável pela morte de mais de mil israelenses no decorrer de um período inferior a dois anos (2001-2003). Quando o debate chega a esse ponto, os críticos de Israel apresentam o argumento de que a solução para o conflito seria o estabelecimento de dois estados para dois povos e dão a entender que Israel recusa essa proposta. O argumento é insustentável. Já em 1948, quando da resolução da ONU, chamada de "partilha", os judeus aceitaram sem qualquer ressalva a decisão que criava dois países, um árabe e o outro judaico. No dia seguinte ao da resolução da ONU, as monarquias árabes declararam guerra a Israel, seguida pela invasão de cinco exércitos, apoiados por milícias árabe-palestinas locais e voluntários de outros países.
Nos acordos de Oslo, em 1993, bem como no prosseguimento das negociações, tampouco houve qualquer oposição de Israel ao estabelecimento do estado árabe na Cisjordânia e em Gaza. A respectiva administração foi confiada à OLP, de cujo estatuto constava igualmente como objetivo supremo a destruição de Israel, cláusula retirada apenas por ocasião dos compromissos firmados em Oslo. Diante dessas evidências insofismáveis, os críticos de Israel recuam mais um pouco na história e assinalam que o próprio processo que antecedeu a criação do estado judeu é ilegítimo, na medida em que está marcado pela apropriação da terra pertencente à população local. Novamente os dados históricos desmentem essa descrição. Os judeus compraram terras áridas pertencentes a latifundiários residentes em Beirute e em Damasco, cuja transformação em solo apropriado para a agricultura exigiu anos de trabalho duro e investimento em infraestrutura (engenharia sanitária, irrigação, estradas, telefonia, eletricidade). Os judeus não desapropriaram nem destituíram de qualquer outra forma os camponeses árabes (fellahim) de suas propriedades.
A formação do ichuv (comunidade judaica) não tem a mais remota semelhança com qualquer empreendimento colonialista. Os imigrantes judeus não conquistaram o Oriente Médio pela força das armas e muito menos exploraram riquezas naturais (cuja mera menção é anedótica) mediante mão de obra nativa. Os principais lemas do movimento sionista foram a redenção da terra e o retorno dos judeus ao trabalho físico.(6). O contrário é verdadeiro. Os ingleses, pressionados pelas inquietas lideranças árabes, estabeleceram quotas que limitavam a imigração judaica enquanto fechavam os olhos para a entrada de camponeses árabes procedentes de regiões vizinhas. Conforme leis bem conhecidas relativas a movimentos populacionais, o desenvolvimento econômico, por motivos óbvios, costuma atrair habitantes de áreas próximas em situação de estagnação.
Paralelamente à imigração judaica houve também imigração árabe. Longe de desapropriar a população nativa, a vinda dos judeus criou melhores condições de vida para todos. Ao contrário das teses defendidas por seus críticos, a criação do Estado de Israel sempre beneficiou o povo árabe, afirmação que permanece válida. Nenhum cidadão árabe quer deixar Israel. As análises marxistas relativas a esse período não distinguem os interesses da população árabe e os dos proprietários rurais (latifundiários), respaldados pelo clero islâmico conservador. Esse erro se perpetua e acentua na confusão atual, típica do antissionismo, entre os interesses das ditaduras do Oriente Médio e os do povo árabe. A mesma distorção se repete no que se refere à suposição da representatividade de movimentos como o Fatah e o Hamas. As eleições palestinas foram disputadas apenas por duas milícias, que intimidaram os eleitores e jamais os consultaram.
Em qualquer outra situação a esquerda sabe diferenciar diretrizes ditatoriais de aspirações populares. Ela jamais confundiu os interesses dos regimes militares sul-americanos com os das respectivas sociedades, atitude curiosamente ausente quando se trata do Oriente Médio. Essa contradição pede uma cuidadosa reflexão. Poucas vezes é possível deparar com uma disparidade tão considerável como a que separa o militante de esquerda do crente muçulmano. A justiça social e a propriedade coletiva dos meios de produção são o avesso das desigualdades prevalecentes nas sociedades islâmicas, frequentemente multiplicadas pelos imensos lucros provenientes do petróleo. Poderiam ser mencionados outros contrastes, como a oposição entre o ateísmo marxista ("A religião é o ópio do povo") e o privilégio do dogma nos regimes semifeudais do Oriente Médio.
Após o colapso da União Soviética, a Guerra Fria foi substituída pela oposição entre o fundamentalismo islâmico e as sociedades industriais do ocidente, em que a separação entre estado e religião é total. A transição da competição ideológica para a nova situação, batizada por Samuel Huntington com a expressão "choque de civilizações", foi complexa. A última aventura militar da União Soviética aconteceu no Afeganistão e sofreu a interferência do governo americano, que naquele momento apoiou os fundamentalistas islâmicos, responsáveis, na sequência, pela ascensão do Taliban. Posteriormente, os Estados Unidos respaldaram Saddam Hussein contra os aiatolás, criando uma situação que novamente iria afetar seus interesses. Seja como for, a aliança entre a esquerda e o fundamentalismo islâmico é tão inegável como a função desempenhada pelo antiamericanismo nessa estranha relação. Nas circunstâncias atuais, a articulação entre antiamericanismo e antissionismo é tentadora para o ideário progressista. Não é segredo que a esquerda passa por uma profunda crise, desencadeada pelo colapso da União Soviética e dos regimes comunistas da Europa Oriental. São bastante conhecidos os problemas econômicos e os percalços éticos da Revolução Cubana, o caricatural regime norte-coreano, o autoritarismo de Chavez, o genocídio cambojano, o expansionismo chinês (Tibete). A ideologização do conflito do Oriente Médio, visando transformá-lo em algo análogo à luta de classes, com Israel no papel do país colonialista enquanto os palestinos são chamados a representar a população nativa oprimida doublé de proletariado explorado, tenta reafirmar a autoimagem idealizada do militante e recuperar a dimensão ética da esquerda.
O quadro é convenientemente amputado do seu entorno, ou seja, o interesse das ditaduras do Oriente Médio em manter suas sociedades em estado semifeudal, razão principal (mas nunca mencionada) de sua profunda hostilidade a um país cuja estrutura econômica e social é percebida como ameaçadora pelos sheiks, reis, emires, aiatolás, imans e generais. Criou-se o mito da "ocupação", fazendo caso omisso de que a presença israelense na Cisjordânia e em Gaza deveu-se a uma guerra de defesa e que a devolução do Sinai ao Egito, no âmbito de um acordo de paz, é prova eloquente do não--expansionismo israelense. O mito da ocupação omite igualmente que durante 19 anos a população do estado árabe palestino previsto pela ONU em 1948 foi privada de sua autodeterminação pelo Egito e pela Jordânia. Após 1967, o fim do domínio jordaniano e egípcio permitiu que essas regiões conhecessem, pela primeira vez, uma verdadeira autonomia política, visto que Israel limitou--se a cuidar da segurança de suas fronteiras e as cidades palestinas passaram a ser administradas pelas lideranças locais. Esse fato, bem como o intercâmbio comercial com Israel e a infra-estrutura criada pelo estado judeu na região (água, eletricidade, estradas), resultaram num surto de desenvolvimento inédito, traduzido tanto pela elevação exponencial da renda per capita como da qualidade de vida, e pela consequente diminuição da mortalidade infantil.
Uma prática colonialista deveras estranha... A Liga Árabe, cujos regimes, com a única exceção do Líbano (7), eram e são ditatoriais, alarmou-se. O resto da história é bem conhecido. Primeiramente Israel foi convencido a aceitar a OLP, dominada pelo Fatah, como entidade política representativa da população palestina. Na sequência, o Hezbollah se apossou do sul do Líbano e o Hamas de Gaza. As fronteiras de Israel passaram às mãos de milícias terroristas, inimputáveis perante a ONU, estratégia respaldada pelas ditaduras do Oriente Médio. A continuidade do processo de autonomização da Cisjordânia e de Gaza, caso a OLP não houvesse se instalado na região, muito provavelmente teria aberto caminho para um verdadeiro acordo de paz, cimentado em interesses comuns. Essa situação seria ameaçadora para a Liga Árabe e privaria certa esquerda da sua última grande causa internacional.
Assim como na década de 1920 a direita alemã utilizou o antissemitismo para recuperar-se da derrota na Primeira Guerra Mundial, atribuindo aos judeus a culpa pelo fracasso militar, certa esquerda se vale do antissionismo para maquiar a sua imagem, gravemente afetada pelas consequências da débâcle soviética na Guerra Fria, em cuja esteira têm surgido revelações estarrecedoras acerca dos crimes cometidos nos porões das ditaduras do proletariado. É difícil acreditar nos protestos humanistas dessa esquerda em relação a Gaza, diante do seu ensurdecedor silêncio perante o genocídio de Darfur (8), praticado por um regime islâmico, bem como seu respaldo tanto à tirania dinástica norte-coreana como à ditadura iraniana, e ainda sua omissão em face das violações contumazes dos direitos humanos por parte dos regimes do Oriente Médio, para citar apenas alguns exemplos.
Notas
1 Drusos, curdos, circassianos e beduínos são muçulmanos mas professam uma variante de islamismo não reconhecida por xiitas, sunitas, wahabitas e alauítas.
2 Além de judeus samaritanos.
3 Hajj Amin El-Husseini, tio de Arafat.
4 O encontro entre ambos se acha documentado, inclusive fotograficamente.
5 Além do número rocambolesco, omite-se que a guerra foi provocada pelas monarquias árabes e que 750 mil judeus foram comprovadamente expulsos de todos os países árabes do Oriente Médio (do Marrocos ao Iêmen, do Egito à Síria), na década de 1950, em represália. Esses refugiados jamais são mencionados.
6 A proibição à agricultura e ao artesanato foi imposta aos judeus na Europa medieval.
7 Na época.
8 Nesse caso o termo se aplica porque o governo do Sudão se empenha em exterminar as minorias cristã e animista que habitam o sul do país.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA, QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO
Discurso proferido na presença do Lula e demais presidentes latino-americanos, incluído o "manequim" do Equador, o caloteiro Corrêa, abaixo nominalmente citado.
..........................................................................................................................................
"ALGO HICIMOS MAL"
Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica
na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.
Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais:
todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande.
Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.
Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante.
Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.
Que fizemos errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um
termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.
Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.
Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.
No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo
"num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia"
e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.
*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000*
milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação;
é o analfabetismo;
é que não gastamos na saúde de nosso povo;
que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
é produto, entre muitas outras coisas, certamente,
de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.
Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles.
Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos"
(qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...)
os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX,
que é o *pragmatismo*.
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que
"a verdade é que enriquecer é glorioso".
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."
Discurso proferido na presença do Lula e demais presidentes latino-americanos, incluído o "manequim" do Equador, o caloteiro Corrêa, abaixo nominalmente citado.
..........................................................................................................................................
"ALGO HICIMOS MAL"
Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica
na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009
"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.
Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais:
todos eram pobres.
Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.
Há também uma diferença muito grande.
Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.
Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por habitante.
Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.
Que fizemos errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um
termina esse nível secundário.
Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.
Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.
Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.
Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.
No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo
"num planeta que tem 2.500 milhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia"
e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.
*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50.000*
milhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação;
é o analfabetismo;
é que não gastamos na saúde de nosso povo;
que não criamos a infra-estruturar necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
é produto, entre muitas outras coisas, certamente,
de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.
Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos sessenta, setenta ou oitenta.
Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.
Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.
E eu, lamentavelmente, concordo com eles.
Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos"
(qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...)
os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX,
que é o *pragmatismo*.
Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".
E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que
"a verdade é que enriquecer é glorioso".
E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Genes Involved In Antibiotic Resistance Vary Within A Species
Science News
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Genes Involved In Antibiotic Resistance Vary Within A Species
ScienceDaily (Dec. 24, 2008) — The recent emergence of multidrug resistance (MDR) in Acinetobacter baumannii, a bacteria that causes infections primarily among seriously ill patients in the intensive care unit who may have reduced immune systems, has raised concern in health care settings worldwide. When comparing the genome sequence of three MDR A. baumannii isolates and three drug-susceptible A. baumannii isolates, Case Western Reserve University School of Medicine found that one variation of bacteria would respond to antibiotics while another variation of the same bacteria may not.
See also:
Plants & Animals
* Bacteria
* Microbes and More
* Evolutionary Biology
* Genetics
* Microbiology
* Extreme Survival
Reference
* Antibiotic resistance
* Penicillin-like antibiotics
* Upper respiratory tract infection
* Computational genomics
A. baumannii is currently recognized by the Infectious Diseases Society of America as one of the most important pathogens threatening our health care delivery system.
Over the last 10-15 years, A. baumannii has become increasingly resistant to antibiotics and now more than one-third of infections are MDR, which means these pathogens are resistant to at least three different classes of antibiotics. This pattern of resistance to many antibiotics limits the ability of physicians to treat serious infections caused by A. baumannii.
The study was led by Mark Adams, Ph.D., Associate Professor in the Department of Genetics at Case Western Reserve University School of Medicine.
Adams first sequenced the genome of an MDR isolate and his collaborator in Buffalo, Steven Gill, Ph.D., Associate Professor of Oral Biology at SUNY Buffalo, sequenced two drug susceptible isolates to learn more about the genes (the genome contains the complete set of genes) that control resistance to antibiotics. Adams then compared the new sequence with genomes of other MDR and drug susceptible isolates, comparing six complete genomes.
What they found is that within a hospital or even a person, there can be a variation within the bacteria which means that it can affect how the infection reacts to antibiotics.
"A key conclusion of our study is that even very closely related isolates of A. baumannii can differ significantly in the set of resistance genes that they carry," said Adams. "It is known that resistance genes can be shared between bacteria (horizontal gene transfer), and it appears that this is a frequent event, with genes entering a genome and being deleted even across a single outbreak."
"We used to think—you treat this bacteria with this drug—but now we know that you have to look more carefully not just at the bacteria but at each one's genetic characteristics," said Adams. "This is an argument for targeted therapy in infectious disease because you want to select an antibiotic that will be effective against the particular genetic characteristics of the bug that's causing the infection."
The scientists also found that each isolate has a somewhat different set of genes.
"About three-fourths of the genes are shared by all the isolates, while the remainder are unique to different subsets," said Adams. "We identified 475 genes that are shared by all six clinical isolates of A. baumannii but are not present in a closely related Acinetobacter species that does not cause infections. These genes merit further study to help figure out what makes A. baumannii able to live in association with humans and cause disease."
Funding was provided by a grant from Steris Foundation to Adams and by funding from the National Institutes of Health to a collaborator in this study, Robert Bonomo, M.D., Associate Professor of Medicine, Pharmacology and Molecular Biology and Microbiology at Case Western Reserve University School of Medicine, and Geriatric Research, Education and Clinical Center and Infectious Diseases at Louis Stokes Cleveland Department of Veteran Affairs Medical Center. Dr. Bonomo published an article in 2006 about an initial outbreak at Walter Reed where a number of soldiers had the same bacteria but it was treated differently based on its genetic variations.
Journal reference:
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Genes Involved In Antibiotic Resistance Vary Within A Species
ScienceDaily (Dec. 24, 2008) — The recent emergence of multidrug resistance (MDR) in Acinetobacter baumannii, a bacteria that causes infections primarily among seriously ill patients in the intensive care unit who may have reduced immune systems, has raised concern in health care settings worldwide. When comparing the genome sequence of three MDR A. baumannii isolates and three drug-susceptible A. baumannii isolates, Case Western Reserve University School of Medicine found that one variation of bacteria would respond to antibiotics while another variation of the same bacteria may not.
See also:
Plants & Animals
* Bacteria
* Microbes and More
* Evolutionary Biology
* Genetics
* Microbiology
* Extreme Survival
Reference
* Antibiotic resistance
* Penicillin-like antibiotics
* Upper respiratory tract infection
* Computational genomics
A. baumannii is currently recognized by the Infectious Diseases Society of America as one of the most important pathogens threatening our health care delivery system.
Over the last 10-15 years, A. baumannii has become increasingly resistant to antibiotics and now more than one-third of infections are MDR, which means these pathogens are resistant to at least three different classes of antibiotics. This pattern of resistance to many antibiotics limits the ability of physicians to treat serious infections caused by A. baumannii.
The study was led by Mark Adams, Ph.D., Associate Professor in the Department of Genetics at Case Western Reserve University School of Medicine.
Adams first sequenced the genome of an MDR isolate and his collaborator in Buffalo, Steven Gill, Ph.D., Associate Professor of Oral Biology at SUNY Buffalo, sequenced two drug susceptible isolates to learn more about the genes (the genome contains the complete set of genes) that control resistance to antibiotics. Adams then compared the new sequence with genomes of other MDR and drug susceptible isolates, comparing six complete genomes.
What they found is that within a hospital or even a person, there can be a variation within the bacteria which means that it can affect how the infection reacts to antibiotics.
"A key conclusion of our study is that even very closely related isolates of A. baumannii can differ significantly in the set of resistance genes that they carry," said Adams. "It is known that resistance genes can be shared between bacteria (horizontal gene transfer), and it appears that this is a frequent event, with genes entering a genome and being deleted even across a single outbreak."
"We used to think—you treat this bacteria with this drug—but now we know that you have to look more carefully not just at the bacteria but at each one's genetic characteristics," said Adams. "This is an argument for targeted therapy in infectious disease because you want to select an antibiotic that will be effective against the particular genetic characteristics of the bug that's causing the infection."
The scientists also found that each isolate has a somewhat different set of genes.
"About three-fourths of the genes are shared by all the isolates, while the remainder are unique to different subsets," said Adams. "We identified 475 genes that are shared by all six clinical isolates of A. baumannii but are not present in a closely related Acinetobacter species that does not cause infections. These genes merit further study to help figure out what makes A. baumannii able to live in association with humans and cause disease."
Funding was provided by a grant from Steris Foundation to Adams and by funding from the National Institutes of Health to a collaborator in this study, Robert Bonomo, M.D., Associate Professor of Medicine, Pharmacology and Molecular Biology and Microbiology at Case Western Reserve University School of Medicine, and Geriatric Research, Education and Clinical Center and Infectious Diseases at Louis Stokes Cleveland Department of Veteran Affairs Medical Center. Dr. Bonomo published an article in 2006 about an initial outbreak at Walter Reed where a number of soldiers had the same bacteria but it was treated differently based on its genetic variations.
Journal reference:
Bactéria Acinetobacter baumannii
Vítimas de violência são infectadas por superbactéria hospitalar
Exames revelaram infecção de médico baleado e mulher ferida por pedra.
Secretaria de Saúde nega incidência de bactéria em suas unidades.
Daniella Clark Do G1, no Rio
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Ampliar Foto Foto: Arquivo pessoal Foto: Arquivo pessoal
Segundo o Hospital Barra D´or, Ciléia Cordeiro já estava com a bactéria quando deu entrada na unidade (Foto: Arquivo pessoal)
Duas vítimas da violência do Rio foram infectadas por uma superbactéria hospitalar: o médico Paulo Athayde Lopes, de 53 anos, baleado em 26 de agosto durante um assalto na Zona Sul do Rio, e a professora Ciléia Cordeiro, de 27 anos, atingida no rosto em setembro por um bloco de concreto numa tentativa de assalto na Linha Amarela. Ambos passaram por hospitais públicos do município, antes de serem transferidos para unidades particulares.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (29), na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, e pelos hospitais particulares onde as vítimas estão internadas.
Segundo a Clínica São Vicente, onde Paulo Athayde está internado em coma induzido desde 27 de agosto, uma cultura de secreção traqueal feita no dia em que o médico deu entrada no hospital revelou que ele já portava a bactéria acinetobacter.
No entanto, segundo a assessoria de imprensa do hospital, apesar de estar recebendo tratamento para eliminá-la, o médico continua infectado. Ele permanece internado em coma induzido e, ainda segundo a assessoria, seu estado de saúde é estável. O hospital informou ainda não ter como identificar onde o médico foi infectado.
Ampliar Foto Foto: Reprodução TV Globo Foto: Reprodução TV Globo
O Dr. Paulo Athayde, que está em coma induzido desde setembro: exame identificou superbactéria (Foto: Reprodução TV Globo)
Antes de dar entrada na Clínica São Vicente, Paulo Athayde foi atendido no Hospital municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Saúde informou que desconhece a existência dessa bactéria na unidade e que o médico teria permanecido apenas duas horas no hospital.
Secretaria alega que exame não indicou bactéria
Já Ciléia Cordeiro ficou internada de 6 a 11 de setembro no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, subúrbio do Rio. A Secretaria informou que também não há registro da superbactéria na unidade.
De acordo com a assessoria de imprensa, a professora foi monitorada durante o período de internação e não teria apresentado febre ou nenhum dos sintomas da bactéria. Antes de ser transferida para um hospital particular, a professora teria passado por uma série de exames que, segundo a Secretaria, não identificaram a bactéria em seu organismo.
A assessoria de imprensa do Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, informou apenas que a paciente já chegou à unidade com a bactéria. Ciléia, que continua internada, saiu do coma induzido e já respira sem a ajuda de aparelhos.
Bactéria é resistente a vários medicamentos
Segundo o infectologista Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa superbactéria é frequente em hospitais que fazem uso de antibióticos. Sua incidência é maior, no entanto, em locais com menores condições de higiene e com maior sobrecarga de trabalho.
Migowski explica ainda que Paulo Athayde, por ser médico, poderia ser portador da bactéria sem apresentar os sintomas, por ser “imunocompetente”.
Segundo o especialista, a acinetobacter é resistente a vários medicamentos e pode levar a uma infecção generalizada em pacientes imunodeprimidos, causando, eventualmente, até a morte.
“São dois fatores complicadores, o perfil de resistência da bactéria a antibióticos em alguém que já tem um quadro comprometido”, explica.
Exames revelaram infecção de médico baleado e mulher ferida por pedra.
Secretaria de Saúde nega incidência de bactéria em suas unidades.
Daniella Clark Do G1, no Rio
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Segundo o Hospital Barra D´or, Ciléia Cordeiro já estava com a bactéria quando deu entrada na unidade (Foto: Arquivo pessoal)
Duas vítimas da violência do Rio foram infectadas por uma superbactéria hospitalar: o médico Paulo Athayde Lopes, de 53 anos, baleado em 26 de agosto durante um assalto na Zona Sul do Rio, e a professora Ciléia Cordeiro, de 27 anos, atingida no rosto em setembro por um bloco de concreto numa tentativa de assalto na Linha Amarela. Ambos passaram por hospitais públicos do município, antes de serem transferidos para unidades particulares.
A informação foi divulgada nesta terça-feira (29), na coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, e pelos hospitais particulares onde as vítimas estão internadas.
Segundo a Clínica São Vicente, onde Paulo Athayde está internado em coma induzido desde 27 de agosto, uma cultura de secreção traqueal feita no dia em que o médico deu entrada no hospital revelou que ele já portava a bactéria acinetobacter.
No entanto, segundo a assessoria de imprensa do hospital, apesar de estar recebendo tratamento para eliminá-la, o médico continua infectado. Ele permanece internado em coma induzido e, ainda segundo a assessoria, seu estado de saúde é estável. O hospital informou ainda não ter como identificar onde o médico foi infectado.
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O Dr. Paulo Athayde, que está em coma induzido desde setembro: exame identificou superbactéria (Foto: Reprodução TV Globo)
Antes de dar entrada na Clínica São Vicente, Paulo Athayde foi atendido no Hospital municipal Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul do Rio. Procurada pelo G1, a Secretaria municipal de Saúde informou que desconhece a existência dessa bactéria na unidade e que o médico teria permanecido apenas duas horas no hospital.
Secretaria alega que exame não indicou bactéria
Já Ciléia Cordeiro ficou internada de 6 a 11 de setembro no Hospital municipal Salgado Filho, no Méier, subúrbio do Rio. A Secretaria informou que também não há registro da superbactéria na unidade.
De acordo com a assessoria de imprensa, a professora foi monitorada durante o período de internação e não teria apresentado febre ou nenhum dos sintomas da bactéria. Antes de ser transferida para um hospital particular, a professora teria passado por uma série de exames que, segundo a Secretaria, não identificaram a bactéria em seu organismo.
A assessoria de imprensa do Hospital Barra D’Or, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, informou apenas que a paciente já chegou à unidade com a bactéria. Ciléia, que continua internada, saiu do coma induzido e já respira sem a ajuda de aparelhos.
Bactéria é resistente a vários medicamentos
Segundo o infectologista Edimilson Migowski, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), essa superbactéria é frequente em hospitais que fazem uso de antibióticos. Sua incidência é maior, no entanto, em locais com menores condições de higiene e com maior sobrecarga de trabalho.
Migowski explica ainda que Paulo Athayde, por ser médico, poderia ser portador da bactéria sem apresentar os sintomas, por ser “imunocompetente”.
Segundo o especialista, a acinetobacter é resistente a vários medicamentos e pode levar a uma infecção generalizada em pacientes imunodeprimidos, causando, eventualmente, até a morte.
“São dois fatores complicadores, o perfil de resistência da bactéria a antibióticos em alguém que já tem um quadro comprometido”, explica.
Viagem ao Recife
Dia 17 de setembro seguimos como de costume para o Recife; almoçamos na casa de tia Ilda que se encontra em condições precárias de saúde; eu também me resfriei todo o tempo e sábado 19 ,fomos com Alex e Rosalie para o Beach Class; permanece com a alimentação muito fraca e cara; passei toda a semana com gripe, saindo esporadicamente; na sexta feira dia 25 seguimos para Porto de táxi, com o sr Caetano, um táxi do Recife ao custo de $100; ficamos hospedados no Luar das Marés que continua ótimo mas com diárias subindo velozmente, para a casa de R$ 190/dia; no domingo 20 tive mal estar pela manhã e retornamos ao Recife com febre de 38º; Alex me medicou com paracetamol 750 mg e constatou uma erisipela severa na perna esquerda; entramos com antibiótico Tamiram da Eurofarma(levofloxacino)e antinflamatório(Nisulide 2X ao dia); tivemos que adiar nosso embarque de volta de 28 para 01 de outubro devido à forte infecção; hoje dia 30 de setembro o processo começa a recuperar a normalidade e aguardamos o embarque para amanhã.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
quinta-feira, 26 de março de 2009
Assunto: PROVA DE QUÍMICA - SENSACIONAL!!!
Prova de Química - Show de resposta!
Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no
curso de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.
Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os
aviões voam?'
Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:
'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou
em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
'Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar
para onde vão algumas almas .
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma
massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem
massa e também ocupa um certo volume.
Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa
elas estão se movendo para dentro do inferno?
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no
inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas
diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas
delas hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você
vai para o inferno...
Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus,
você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas
religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos
esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos
olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
as mesmas, a
relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.
Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as
almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar
até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada
de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o
inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no
primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno
congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na
tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é
verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.'
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.
CONCLUSÕES:
1) 'A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho
original.' (Albert Einstein)
2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento. ' (Albert
Einstein)
3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a
qualquer lugar que você quiser.' (Albert. Einstein)
Prova de Química - Show de resposta!
Pergunta feita pelo Professor Fernando, da matéria Termodinâmica, no
curso de Engenharia Química da FATEC em sua prova final.
Este Professor é conhecido por fazer perguntas do tipo 'Por que os
aviões voam?'
Nos últimos exames, sua única questão nesta prova para a turma foi:
'O inferno é exotérmico ou endotérmico? Justifique sua resposta'
Vários alunos justificaram suas opiniões baseados na Lei de Boyle ou
em alguma variante da mesma.
Um aluno, entretanto, escreveu o seguinte:
'Primeiramente, postulemos que o inferno exista e que esse é o lugar
para onde vão algumas almas .
Agora postulemos que as almas existem; assim elas devem ter alguma
massa e ocupam algum volume. Então um conjunto de almas também tem
massa e também ocupa um certo volume.
Então, a que taxa as almas estão se movendo para fora e a que taxa
elas estão se movendo para dentro do inferno?
Podemos assumir seguramente que, uma vez que certa alma entra no
inferno ela nunca mais sai de lá. Logo, não há almas saindo.
Para as almas que entram no inferno, vamos dar uma olhada nas
diferentes religiões que existem no mundo e no que pregam algumas
delas hoje em dia.
Algumas dessas religiões pregam que se você não pertencer a ela, você
vai para o inferno...
Se você descumprir algum dos 10 mandamentos ou se desagradar a Deus,
você vai para o inferno.
Como há mais de uma religião desse tipo e as pessoas não possuem duas
religiões, podemos projetar que todas as almas vão para o inferno.
A experiência mostra que poucos acatam os mandamentos.
Com as taxas de natalidade e mortalidade do jeito que estão, podemos
esperar um crescimento exponencial das almas no inferno. Agora vamos
olhar a taxa de mudança de volume no inferno.
A Lei de Boyle diz que para a temperatura e a pressão no inferno serem
as mesmas, a
relação entre a massa das almas e o volume do inferno deve ser constante.
Existem, então, duas opções:
1) Se o inferno se expandir numa taxa menor do que a taxa com que as
almas entram, então a temperatura e a pressão no inferno vão aumentar
até ele explodir, portanto EXOTÉRMICO.
2) Se o inferno estiver se expandindo numa taxa maior do que a entrada
de almas, então a temperatura e a pressão irão baixar até que o
inferno se congele, portanto ENDOTÉRMICO.
Se nós aceitarmos o que a menina mais gostosa da FATEC me disse no
primeiro ano: 'Só irei pra cama com você no dia que o inferno
congelar' e, levando-se em conta que AINDA NÃO obtive sucesso na
tentativa de ter relações amorosas com ela, então a opção 2 não é
verdadeira. Por isso, o inferno é exotérmico.'
O aluno Thiago Faria Lima tirou o único 10 da turma.
CONCLUSÕES:
1) 'A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho
original.' (Albert Einstein)
2) 'A imaginação é muito mais importante que o conhecimento. ' (Albert
Einstein)
3) 'Um raciocínio lógico leva você de A a B. Imaginação leva você a
qualquer lugar que você quiser.' (Albert. Einstein)
terça-feira, 24 de março de 2009
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