terça-feira, 31 de maio de 2011

Respostas Inteligentes

É PERIGOSO PROVOCAR PESSOAS INTELIGENTES!

Na Câmara, ainda no Rio, quando seu presidente Ranieri Mazzili deu a alavra a Carlos Lacerda, representante do Distrito Federal, o eputado Bocaiuva Cunha foi rápido e gritou ao microfone, sob os risos do plenário: - Lá vem o purgante !
Lacerda, num piscar de olhos, respondeu: - Os senhores acabaram de ouvir o efeito !
(Muito mais risos, até dos adversários...)

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Certa vez, Einstein recebeu uma carta da miss New Orleans onde dizia a ele:
" Prof. Einstein, gostaria de ter um filho com o senhor...
A minha justificativa se baseia no fato de que eu, como modelo de beleza, teria um filho com o senhor e, certamente, o garoto teria a minha beleza e a sua inteligência".

Einstein respondeu:
" Querida miss New Orleans, o meu receio é que o nosso filho tenha a sua inteligência e a minha beleza".

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Quando Churchill fez 80 anos um repórter de menos de 30 foi
fotografá-lo e disse:
- Sir Winston, espero fotografá-lo novamente nos seus 90 anos...

Resposta de Churchill:
- Por que não? Você me parece bastante saudável...

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Telegramas trocados entre o dramaturgo Bernard Shaw e Churchill, seu desafeto.

Convite de Bernard Shaw para Churchill:
"Tenho o prazer e a honra de convidar digno primeiro-ministro para primeira apresentação de minha peça Pigmaleão.

Venha e traga um amigo, se tiver."
Bernard Shaw.

Resposta de Churchill:
"Agradeço ilustre escritor honroso convite...

Infelizmente não poderei comparecer primeira apresentação.

Irei à segunda, se houver."
Winston Churchill.

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O General Montgomery estava sendo homenageado, pois venceu Rommel na batalha da África, na 2ª Guerra Mundial.
Discurso do General Montgomery:
' Não fumo, não bebo, não prevarico e sou herói '.
Churchill ouviu o discurso e com ciúme, retrucou:
' Eu fumo, bebo, prevarico e sou chefe dele.'

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Bate-boca no Parlamento inglês .

Aconteceu num dos discursos de Churchill em que estava uma deputada oposicionista, Lady Astor, do tipo Heloisa Helena do PSOL, que pediu um aparte .
Todos sabiam que Churchill não gostava que interrompessem os seus discursos.
Mas, concedeu a palavra à deputada.

E ela disse em alto e bom tom:
- Sr. Ministro , se Vossa Excelência fosse o meu marido, eu colocava veneno em seu chá!

Churchill, lentamente, tirou os óculos, seu olhar astuto percorreu
toda a platéia e, naquele silêncio em que todos aguardavam, lascou:
- Nancy, se eu fosse o seu marido, eu tomaria esse chá com prazer!

domingo, 29 de maio de 2011

Estados Unidos

Vale a pena meditar sobre isto!

Às vezes torna-se chato que o hobby de toda a humanidade seja falar mal dos Estados Unidos. Não somente os sandinistas, chavistas e “comunistóides” da América Latina, mas o mundo todo em geral.

Nos últimos anos na Venezuela se considera socialmente negativo falar algo de bom dos Estados Unidos. Até os hispânicos que vivem nos Estados Unidos há mais de meia vida, não encontram nada de bom para dizer do país, mas ainda assim não regressam a seus países de origem.


Aqui há três exemplos de respostas exemplares a comentários.


Primeiro:

Quando na Inglaterra, durante uma grande conferência, o Arcebispo de Canterbury perguntou a Colin Powell se os planos dos USA para o Iraque não eram outra coisa que a ampliação do império por parte de George Bush, este lhe respondeu o seguinte:

“Com o transcorrer dos anos, os Estados Unidos tem enviado muitos de seus melhores jovens, homens e mulheres, apesar do perigo, para lutar pela causa da liberdade além de nossas fronteiras. As únicas terras que temos pedido em troca têm sido apenas as necessárias para sepultar aqueles que não regressaram.”

Se fez um grande silêncio no recinto...

Segundo:

Durante uma conferência na França, da qual participavam um grande número de engenheiros de diversas nacionalidades, incluindo franceses e americanos, durante o recesso, um dos engenheiros franceses disse: “Vocês escutaram a última estupidez do George Bush? Enviou um porta-aviões à Indonésia para ajudar as vítimas do tsunami. O que ele pretende fazer, bombardeá-los?“


Um engenheiro da Boeing se levantou e respondeu “serenamente”:


“Nossos porta-aviões têm três hospitais à bordo, que podem tratar várias centenas de pessoas. São nucleares, por isto podem fornecer eletricidade de emergência à terra. Têm três cozinhas com capacidade para preparar comidas para 3.000 pessoas, três vezes ao dia, podem produzir vários milhares de galões de água potável a partir da água do mar, e têm meia dezena de helicópteros para transportar vítimas para o navio. Nós temos onze barcos iguais. Quantos barcos assim mandou a França?

De novo, silêncio sepulcral!







Terceiro:

Um almirante da Armada dos Estados Unidos estava em uma conferência naval que incluía almirantes das armadas americana, canadense, inglesa, australiana, e francesa. Durante um cocktail se encontrou com um grupo de oficiais que incluía representantes de todos esses países. Todo mundo conversava em inglês enquanto tomavam seus tragos, porém de repente um almirante francês comentou que, se bem que os europeus aprendem muitos idiomas, os americanos se bastam tão somente com o inglês. Então, perguntou: “Por que temos que falar inglês nestas conferências? Por que não se fala francês?“




O almirante americano, sem hesitação, respondeu: “Talvez seja porque os britânicos, os canadenses, os australianos e os americanos intervimos duas vezes em meio século para que vocês não tivessem que falar alemão pelo resto de suas vidas”.

Se podia escutar a queda de um alfinete!




Sabem onde está o segredo dos americanos? Simplesmente aprenderam, há mais de 150 anos, algo que parecia que nós não quisemos aprender.




São somente dez premissas muito simples:




• Você não pode criar prosperidade desalentando a iniciativa individual;




• Você não pode fortalecer o fraco, debilitando o forte;




• Você não pode ajudar aos pequenos, esmagando os grandes;




• Você não pode ajudar o pobre, destruindo o rico;




• Você não pode elevar o assalariado, pressionando a quem paga o salário.




• Você não pode resolver seus problemas enquanto gaste mais do que ganha;




• Você não pode promover a fraternidade da humanidade, admitindo e incitando o ódio de classes;




• Você não pode garantir uma adequada segurança com dinheiro emprestado;




• Você não pode formar o caráter e o valor de um homem cortando-lhe sua independência (liberdade) e iniciativa;




• Você não pode ajudar aos homens realizando por eles permanentemente o que eles podem e devem fazer por si mesmos.



Decálogo de Abraham Lincoln

quarta-feira, 4 de maio de 2011

João Ubaldo

Somos todos comida
JOÃO UBALDO RIBEIRO

O ESTADO DE SÃO PAULO - 01/05/11

Depois da notícia de que, ao fim de prolongado debate jurídico, foi negado por um tribunal o habeas-corpus impetrado em favor de um chimpanzé enjaulado em solidão no Zoológico de Niterói, vieram ao conhecimento público outras providências judiciais em nome de animais, pelo Brasil afora.

Isso está ficando interessante. Antigamente, era fácil dizer que os animais não tinham direito nenhum, pois não são sujeitos de direito, não são pessoas, não podem acionar o poder judiciário, da mesma forma que não têm deveres, nem podem ser interpelados pela justiça. Direitos e deveres são província exclusiva do ser humano e, embora isso não soe bem, um cachorro, por exemplo, não tem o direito de não ser maltratado. O homem é que tem o direito de estabelecer em lei que maltratar um animal é criminoso e de protestar e intervir, quando a lei for descumprida.

Mas vivemos tempos mais complexos e em transformação quase frenética. As crenças antes estabelecidas e praticamente unânimes hoje mudam o tempo todo, somos intimidados pelas descobertas da física quântica, as certezas se tornam indagações e a eventual sensação de que ninguém sabe nada é inevitável. Já há quem sustente que pelo menos os chamados animais superiores, como o mencionado cachorro, têm consciência e emoções. Os donos de cachorros frequentemente acham que estes pensam, raciocinam e comunicam seus pensamentos, só faltando mesmo falar. Logo, têm direitos e talvez a única coisa que lhes negue a condição de sujeito de direito seja a circunstância de que a linguagem do cachorro ainda não tem tradutores oficializados. Mas talvez passe a ter no futuro e alguém venha a dizer que o Rex está se sentindo prejudicado pelo seu dono e quer constituir advogado, para o que aplicará a impressão de sua pata em uma procuração.

De certa forma, isso já começa a acontecer, como demonstra o caso do habeas-corpus do chimpanzé. Seus advogados inferiram que, sem companhia e encarcerado, o chimpanzé é infeliz e consegue comunicar que, sim, gostaria de ser transferido para uma moradia condigna. Considerando a maravilhosa diversidade do ser humano, acho que, a partir desse precedente, viremos a testemunhar ações movidas não somente por cachorros, gatos, peixes de aquário e outros animais domésticos, mas também, antecipo eu, por bois de corte ou por frangos para abate. Não descarto até mesmo a possibilidade de medidas contra o que certamente se chamará "zoofobia", em cuja ilícita prática serão enquadrados, por exemplo, os que usarem as palavras "galinha", "vaca" ou "cadela" com intenção pejorativa.

A situação deverá evoluir, em futuro talvez não muito distante, para o estabelecimento dos níveis de consciência das espécies e a consequente maior ou menor abrangência de seus direitos. Não é descabido imaginar a promulgação de uma Declaração Universal dos Direitos dos Cães, ou do Estatuto do Gato e assim por diante, cada um deles definindo os critérios aplicáveis a cada espécie. É complicado, porque, por exemplo, o direito de latir, certamente parte indissolúvel da liberdade de expressão canina, pode conflitar com o direito ao silêncio de um vizinho humano, o que requererá imaginação e engenho da parte de legisladores e magistrados.

Questões éticas e morais, filosóficas mesmo, terão que ser encaradas, por mais incômodas que sejam. O morcego, em muitos casos inofensivo, amante das frutas e polinizador de pomares, pode ser discriminado apenas por ter, na opinião da maior parte das pessoas, uma aparência assustadora ou repulsiva? Nos desenhos animados e historietas infantis, serão adotadas quotas para a inclusão de animais normalmente marginalizados, a exemplo de lacraias, lesmas e piolhos? Aliás, é um direito do piolho infestar cabeleiras improdutivas e sugar uma cesta básica de sangue? Estará sujeito à acusação de omissão de socorro aquele que negar a uma futura mamãe mosquito da dengue o direito a uma picadinha que a ajudará a perpetuar sua espécie?

De propósito, deixei para o fim o direito mais básico, o direito à vida. Sem ele, evidentemente, os outros perdem o sentido. Pensando nele, argumentam os que se negam a consumir qualquer produto de origem animal.

Nossa comida deveria ser apenas a que se consegue obter sem destruir nenhuma vida, nem mesmo, talvez, a das plantas. Nós somos os reis da Criação e não podemos agir como predadores.

Nós somos, isso sim, os reis da presunção. Imaginamos que a nossa moral é a moral da natureza, como se a natureza tivesse moral. Na natureza, continua um alegre come-come por tudo quanto é canto, um comendo o outro afanadamente, às vezes até de forma surpreendente, como no caso de um pelicano londrino que vi na Internet. Esse pelicano, em seu andar balançado na grama de um parque, viu e fingiu nem notar um pombo a seu lado. Mas, num movimento rapidíssimo, engoliu o pombo, que ficou se agitando dentro daquele papo enorme, sem chance de escapar. Se as pessoas presentes à cena fossem do tamanho de pombos, o pelicano sem dúvida as comeria também, porque é assim a natureza. Nós achamos que somos os grandes comedores, só porque, do nosso ponto de vista, ocupamos o topo da cadeia alimentar.

Ocupamos nada. Cada um de nós, mesmo os que não portam parasitas, é hospedeiro de uma infinidade de "ecossistemas", para não falar nos muitos animais que, por exemplo, vivem do sangue de mamíferos, inclusive nosso.

Nós somos os favoritos de nós mesmos, não da natureza. Nossos corpos, biodegradáveis como são, para outras espécies não passam de simples comida e, homens, bichos ou plantas, a Terra acabará digerindo todos nós.

Memorando a Deus

DE: os Judeus, também conhecidos como o Povo Escolhido
PARA: Deus
ASSUNTO: Rescisão de contrato de status especial (Povo Escolhido)
Como sabeis, o contrato que fizestes com Abraão deve ser renovado periodicamente. Este memorando é para informá-Lo que, após milênios de reflexão, nós, os judeus (o Povo Escolhido), decidimos, respeitosamente, que já não desejamos dita renovação.
O presente contrato foi verbal e, apesar da crença popular, nós (os judeus) não nos beneficiamos muito com ele. Se voltares à longínqua época em que nosso acordo foi celebrado, perceberás como, já desde o princípio, tudo começou com o pé esquerdo.
Não somente Israel e a Judéia foram invadidas quase todos os anos, como também nós (o Povo Escolhido) tivemos que construir não um, mas dois templos sagrados. E ambos foram destruídos. Tudo o que restou foi uma pilha de pedras velhas hoje apropriadamente chamada de "Muro das Lamentações" (é claro que já sabes tudo isto, mas é bom refrescar a memória para que entendas as razões pelas quais queremos declinar da honra que nos conferistes e encerrar nosso contrato).
Depois vieram os Hititas, os Assírios, os Goliats, etc, que, não só nos castigavam diariamente como nos venderam ao Egito com escravos, o que os fez perder cem anos de desenvolvimento.
Reconhecemos que trabalhaste bem ao mandar-nos Moisés para que nos libertasse do Egito, castigando os egípcios com aquelas pragas. O que não conseguimos entender é porque tivemos que levar quarenta anos para cobrir um trajeto que a EL AL, a companhia aérea israelense, agora faz em setenta e cinco minutos. Além disso – e não queremos parecer mal agradecidos – durante anos nos temos perguntado porque Moisés nos levou para a esquerda ao invés de para a direita.. Se nos levasse para a outra direção, estaríamos hoje possuíndo muito petróleo e não um pedaço de deserto cercado de inimigos por todos os lados.
Compreendemos, claro, que o petróleo não fazia parte do acordo inicial, mas depois vieram os romanos, invadiram nossa terra prometida e nos barbarizaram. Claro que os romanos nos proporcionaram água potável, aquedutos e banhos públicos, mas era bem estranho caminhar ao lado de tais construções e ao levantar os olhos ver alguns de nossos familiares e amigos cravados em postes em três partes como se fossem selos ou placas de trânsito.
Acresce que um de nossos príncipes, Judah Ben Hur, foi capturado vestido de romano e andou dando voltas como um louco pelas arenas do Coliseu.
E isto não é nada: ainda por cima um dos nossos rabinos se declarou "filho Teu" (sem sequer lembrar do Abraãozinho...) e antes que nos déssemos conta, essa dissidência gerou toda uma nova religião.
Desgraça pouca é bobagem! Logo fomos expulsos de nossas terras e dispersados pelo mundo, enquanto a nova religião conquistava corações e mentes em todo o ocidente. Lamentamos muito que os romanos tenham executado Jesus, tal como a tantos outros irmãos mas . adivinhes a quem culparam ? Sim, A NÓS !
Neste preciso episódio, há algo que não compreendemos até hoje: o projeto daquele Rabi, nosso irmão e Teu próprio filho seguiram um caminho curioso. Milhões de pessoas o reverenciaram e adoraram seu nome e seus ensinamentos que pregavam a fraternidade e o amor ao próximo...mas .... eis que alguns dos seguidores dele começaram a nos matar aos milhões. Diziam que bebíamos os sangue dos recém-nascidos e que controlávamos os bancos mundiais (ai, ai, se pelo menos esta última acusação fosse verdade...) Estás entendendo o que queremos Vos dizer?
E depois vieram as Cruzadas. Mamãe! Outra vez nos transformaram em presunto de sanduíche. Eles, os senhores cavaleiros da guerra, vinham de toda a Europa para expulsar os árabes mas antes que disséssemos "água vai", já nos estavam matando a torto e direito, juntamente com muitos outros povos. Toda vez que um Papa ou um Rei andava mal nas pesquisas convocava uma Cruzada ou uma guerra santa e caia uma nuvem de assassinatos sobre nós. Hoje isso se chama Jihad.
Claro, resistimos também a isso, e ficamos do Vosso lado, mas logo veio um brilhante clérigo espanhol e inventou a Inquisição. Pensamos que se tratasse de um show para entreter o povo, mas de novo nós – e também outros – fomos usados como lenha para as fogueiras que iluminariam a noite das maiores cidades da Espanha e de outros países.
Tá bom. Isso acabou há quinhentos anos ou algo assim. Mas visto da perspectiva histórica, cinco séculos não é muito tempo.
Durante este período, a cada vez que nos estabelecíamos em um país, nos chutavam e nos expulsavam. Vagamos alguns séculos assim, e a coisa não melhorava.
Afinal, fomos nos estabelecer em alguns países que decidiram que nós deveríamos morar em guetos. Aceitamos e fomos morar nos guetos mas então não imaginas o que aconteceu ! Os russos apareceram com seus progoms! Achamos que se tratava de um erro de ortografia, que na verdade eram programas, mas estávamos fatalmente equivocados (sem jogo de palavras). Aparentemente, quando não tinham nada que fazer, a diversão deles era matar judeus (aqueles conhecidos como o Povo Escolhido, entendes ?)
Agora vem uma parte bem pesada. Estávamos bem acomodados num pequeno país europeu chamado Alemanha, quando um estudante de pintura teve a idéia de escrever um livro com idéias que cativaram o povo local a tal ponto que eles o elegeram seu líder. Uau !!! Aquele foi um mau dia para nós, já sabes quem, teu Povo Escolhido. A verdade é que não imaginamos onde estavas quando aqui na terra transcorriam os anos de 1940 a 1945. Claro que todos necessitam de umas férias de vez em quando, e até mesmo o Senhor Todo Poderoso precisa dar um tempo, um relax. Mas, falando sério, quando mais te necessitávamos, tu não apareceste ! Claro que estás ciente disso mas, caso tenhas esquecido, é bom lembrar que uns seis milhões do teu Povo Escolhido, junto com alguns outros tantos não escolhidos, foram então brutalmente assassinados em toda a europa. Fizeram até telas e luminárias com a nossa pele.
Olha, não queremos ficar remoendo o passado, mas a coisa ia cada vez pior. Em 1948, quando milhões de nós outra vez vaga a esmo pelo mundo, finalmente nos mandaste uma boa. Recuperamos nossa terra !!!! Depois de todos esses anos, conseguimos voltar ao nosso lugar ! Mas, confessamos, que às vezes não entendemos o sentido de Teus atos: naquele mesmo instante todos os países árabes, nossos novos vizinhos, nos declaram guerra !
Ganhamos aquela guerra, e outras mais que se seguiram, mas já estamos em 2005 e nada mudou. Continuamos a ser golpeados com atentados terroristas que nos matam às centenas. Seguimos sem paz.
Nossa paciência se esgotou. Já basta. Esperamos que compreendas que nada é para sempre (com exceção de Vós, claro) e desejamos respeitosamente anular nosso acordo verbal de ser teu Povo Escolhido. Às vezes as coisas funcionam, outras não.
Porque não procuras por outro lado ? Lembras que Abraão tinha outra família da parte de Ismael (os mesmos que ficaram com o petróleo) ? Que tal se fizeres deles teu Povo Escolhido por uns milhares de anos ?
Nos despedimos com todo o respeito.
Atenciosamente,
Os judeus.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A escandalosa queima de um grande executivo.

ARTIGO DO JORNALISTA AUGUSTO NUNES SOBRE A DEMISSÃO DE AGNELLI DA VALE



A troca do presidente da Vale atesta que o governo brasileiro acabou de inventar a demissão por excesso de competência.
Ao se intrometer na vida da Vale, o governo federal produziu simultaneamente três assombros: inventou a demissão por excesso de competência, transformou Roger Agnelli no único executivo da história que perdeu emprego por ter feito tudo certo e criou a primeira empresa privada do Brasil cuja diretoria é escolhida pelo Palácio do Planalto e decidiu nesta segunda-feira que o novo comandante será o ex-diretor Murilo Ferreira. Não é pouca coisa. E não é tudo.
Bastou a notícia de que o governo resolvera ditar os rumos da Vale para que mais de 4 milhões de investidores começassem a perder dinheiro. Só em março, as aplicações sofreram uma queda de 6,81%. "As ações deveriam estar voando", disse em entrevista ao jornal O Globo o especialista em investimentos Bruno Lembi. "Os preços do minério estão lá em cima e a Vale divulgou um balanço excepcional".
Privatizada em maio de 1997, a Vale começou a colecionar cifras superlativas a partir de julho de 2001, quando Agnelli assumiu a presidência para transformá-la, em 10 anos, na segunda mineradora do planeta e na maior produtora mundial de minério de ferro. Em 1997, tinha 11 mil funcionários. Hoje são 174 mil. A extração de minério subiu de 114 milhões de toneladas para 297 milhões de toneladas, e o lucro saltou de R$ 390 milhões para R$ 30,7 bilhões. Os investimentos somaram R$ 19,4 bilhões em 2010. Deverão chegar a US$ 24 bilhões em 2011.
Quem aplicou R$ 1 mil em ações da Vale no dia da posse de Agnelli tinha R$ 16.829 na conta neste 23 de março, quando o afastamento foi oficializado. A valorização foi de 1.583%. Em paragens civilizadas, tal performance faria qualquer chefe de governo disputar Agnelli a socos e pontapés com a iniciativa privada: como não instalar num ministério da área econômica alguém tão singularmente eficaz? No Brasil, como ensinou Tom Jobim, sucesso é ofensa pessoal. E a independência é o oitavo pecado capital aos olhos de governantes autoritários como Lula.
Enciumado com o executivo brilhante, indignado com o homem de empresa que ignorava determinações do presidente da República, Lula ficou à espera do pretexto para o início da ofensiva. A chance chegou em dezembro de 2008, quando a Vale incluiu a demissão de 1.300 funcionários entre as medidas adotadas para abrandar os efeitos da crise econômica internacional. De lá para cá, a abertura de 35 mil novos empregos compensou amplamente o corte, mas Lula continuou a tratar a demonstração de autonomia como traição à pátria.
Com o apoio de Dilma Rousseff, resolveu que ninguém teria sido demitido se a Vale reduzisse a exportação de minério e ampliasse os investimentos em siderurgia. E apertou o cerco ao inimigo imaginário em abril de 2009, quando Demian Fiocca, ex-presidente do BNDES ligado ao ministro Guido Mantega, foi demitido da diretoria da Vale. Em fevereiro deste ano, incumbido por Dilma Rousseff de articular o ataque derradeiro, Mantega conseguiu o apoio da maioria dos controladores da empresa para a torpeza longamente planejada.
Caso o governo soubesse o que é meritocracia, Agnelli poderia ser o ministro da Fazenda e Mantega só apareceria regularmente no gabinete do presidente da Vale se fosse o homem do cafezinho. Na Era da Mediocridade, Obina joga na Seleção e tira Pelé do time. A multidão de ministros e figurões do segundo escalão comprova que, há quase 100 dias, Dilma Rousseff é uma ilha de despreparo cercada por todos os lados de incompetentes, cretinos, vigaristas, ineptos e gatunos.
O Brasil decente sairia ganhando se todas essas nulidades fossem despejadas dos gabinetes que ocupam. Em vez disso, Dilma preferiu ultrapassar as fronteiras do Planalto para castigar a Vale com a demissão de um dos mais talentosos executivos do mundo. O País do Carnaval tem a presidente que merece.